março 18, 2026

PM afirma que câmeras corporais de policiais envolvidos em morte de médica estavam descarregadas


As câmeras corporais dos PMs envolvidos na morte da médica Andrea Marins Dias, na Zona Norte do Rio, estavam descarregadas no momento da ação. O carro da médica foi alvo de vários tiros.

Após o Ministério Público solicitar acesso às câmeras corporais dos PMs envolvidos na morte da médica Andrea Marins Dias, baleada durante uma abordagem policial na Zona Norte do Rio, a corporação informou que os equipamentos de todos os agentes estavam desligados. De acordo com a PM, as primeiras análises mostraram que as baterias estavam descarregadas.

O caso aconteceu na noite de domingo. Andrea voltava da casa dos pais quando teve o carro alvejado, no bairro de Cascadura. A principal linha de investigação é de que o carro da médica tenha sido confundido com o de criminosos, já que, naquele momento, os policiais estavam em perseguição contra suspeitos de cometer assaltos.

Andrea foi enterrada na tarde dessa terça (17), em um cemitério da Zona Norte do Rio, em meio a muita comoção.

A paciente Luana Alves, destacou o acolhimento durante as consultas. Andrea era ginecologista e cirurgiã.

‘Eu me sentia representada na doutora Andréia. Eu sou uma mulher negra, assim como ela era. Saber que ela era uma médica, isso era um motivo muito de orgulho pra mim. Eu me arrisco a dizer que, depois da minha mãe, era uma mulher que me representou muito, era uma mulher que foi uma inspiração pra mim. Até difícil, até me emociono pra falar da doutora, porque foi um anjo que passou na minha vida.’

O Ministério Público também pediu acesso às imagens de câmeras de rua que possam mostrar a ação dos PMs. A central de inteligência da prefeitura informou que há cerca de 30 equipamentos na região. Um morador também filmou, da janela de um prédio, a abordagem dos policiais, que só se aproximaram depois de atirar.



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