Leite se distancia de Caiado e diz ser único presidenciável de centro no PSD

O presidente do PSD, Gilberto Kassab, recebeu nesta quarta-feira o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, para um encontro em São Paulo.
A reunião aconteceu um dia depois de Kassab ter se encontrado com o governador de Goiás, Ronaldo Caiado.
Os dois governadores disputam a indicação do partido para a candidatura à Presidência.
O encontro com Eduardo Leite foi nos mesmos moldes do com Caiado: a portas fechadas, no apartamento de Kassab, na Zona Oeste da capital paulista.
O presidente do PSD disse que não há favoritismo dentro do partido. E reforçou que o clima é de união, não de disputa.
Mas, ao longo do dia, Eduardo Leite passou por uma bateria de entrevistas, em que se vendeu como o único nome de centro do partido e uma alternativa à polarização no país — se distanciando de Caiado.
“Estou aqui vivamente empenhado em demonstrar que a gente apresenta um caminho diferente. E eu quero mostrar isso não apenas para o partido, mas para o Brasil inteiro. Tem uma alternativa no centro que dialoga com esse espectro amplo dos brasileiros para a gente poder superar essa polarização.”
Leite disse ainda que só sai do governo do Rio Grande do Sul para ser candidato à Presidência e que não tem plano B. Chegou a negar chapa com Caiado para vice e também uma candidatura ao Senado.
O governador de Goiás respondeu. Ele afirmou que também é um nome independente, mas com um aceno mais à direita.
“O Lula é dependente da corrupção e do narcotráfico, o Flávio é dependente do nome do pai dele. Qual é o único que é independente no Brasil? Sou eu. Então o candidato independente sou eu. Eu tenho 40 anos de vida pública, eu não sou paraquedista.”
O anúncio final deve ser feito por Gilberto Kassab na próxima terça-feira.
Para se dedicar à articulação do partido, o presidente nacional do PSD anunciou nesta quarta-feira a saída da Secretaria de Governo e Relações Institucionais da gestão Tarcísio de Freitas, em São Paulo.
A relação entre os dois se desgastou desde o início do ano, quando Kassab afirmou que o governador de São Paulo deveria diferenciar lealdade de submissão, ao decidir apoiar o nome indicado por Jair Bolsonaro para a Presidência.
Tarcísio respondeu a crítica afirmando que quem fala em submissão não entende nada sobre lealdade nem sobre amizade.








