março 26, 2026

Autoridade do Golfo confirma que Irã está cobrando pedágio para navios que passam no Estreito de Ormuz


O secretário-geral do Conselho de Cooperação do Golfo afirmou nesta quinta-feira (26) que o Irã está cobrando taxas para que os navios possam transitar com segurança pelo Estreito de Ormuz. A informação havia sido divulgada pela imprensa nos últimos dias e é pela primeira vez confirmada por uma autoridade oficialmente.

Jasem Mohamed al-Budaiwi é o primeiro alto funcionário a acusar o Irã de cobrar pela passagem segura pelo estreito, a estreita entrada do Golfo Pérsico por onde antes passavam 20% de todo o gás natural e petróleo do mundo.

De acordo com ele, essa cobrança ‘ultrapassou todos os limites’.

‘Eles fecharam o Estreito de Ormuz e impuseram taxas para a passagem, o que é uma agressão e uma violação do acordo das Nações Unidas sobre o direito do mar. Além disso, algumas embarcações foram sequestradas ou atacadas’.

Al-Budaiwi supervisiona o Conselho de Cooperação do Golfo, um bloco de seis nações árabes do Golfo, incluindo Bahrein, Kuwait, Omã, Catar, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos.

A fala ocorreu durante uma coletiva de imprensa em Riad, na Arábia Saudita.

A agência de notícias Bloomberg destaca que alguns petroleiros sim retomaram a travessia, pagando um valor que chega a US$ 2 milhões.

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou que o Irã permitiu que ‘nações amigas’ utilizassem o Estreito de Ormuz para navegação comercial.

Araghchi citou cinco países: China, Rússia, Índia, Iraque e Paquistão.

‘Não há razão para permitir que o inimigo passe pelo estreito. Permitimos a passagem de certos países que consideramos amigos’, declarou o ministro, segundo a agência de notícias oficial do Irã.

Em meio a isso, o parlamento iraniano busca aprovar uma lei em breve para introduzir a cobrança de pedágio para navios que transitam pelo Estreito de Ormuz. A informação já tinha sido revelada anteriormente, e agora possui apoio dentro do governo para institucionalizar medida, segundo as agências de notícias iranianas Fars e Tasnim.

Estreito de Ormuz é uma região entre Irã e Omã. — Foto: Reprodução/Nasa

O presidente da Comissão de Assuntos Civis do parlamento afirmou que um projeto de lei já foi elaborado e será finalizado em breve pela equipe jurídica da assembleia legislativa.

‘De acordo com este plano, o Irã deve cobrar taxas para garantir a segurança dos navios que passam pelo Estreito de Ormuz. Isso é absolutamente natural. Assim como em outros corredores, quando mercadorias atravessam um país, são pagos impostos; o Estreito de Ormuz também é um corredor. Garantimos sua segurança e é natural que navios e petroleiros paguem os impostos correspondentes’, declarou.

O Irã busca o reconhecimento internacional de seu direito de exercer autoridade sobre o Estreito de Ormuz como uma das cinco condições para o fim da guerra em curso.

EUA preparam bombardeio em larga escala e ataque por terra para ‘golpe final’ no Irã, diz site

Donald Trump durante ataques contra o Irã. — Foto: Daniel Torok / Casa Branca

O Pentágono prepara opções militares para um possível ‘golpe final’ contra o Irã, incluindo operações terrestres e uma campanha de bombardeio em larga escala, informou o site americano de notícias Axios nesta quinta-feira (26), citando autoridades do governo Trump.

As opções em discussão incluem a tomada ou o bloqueio de ilhas importantes como Kharg, Larak e Abu Musa, bem como o ataque às exportações de petróleo iranianas e a possível realização de ataques ou operações contra instalações nucleares.

Segundo a Axios, autoridades americanas consideram uma escalada significativa mais provável caso a diplomacia falhe ou se o Estreito de Ormuz permanecer fechado, embora nenhuma decisão tenha sido tomada e alguns planos sejam descritos como hipotéticos.

O relatório também afirmou que forças adicionais dos EUA, incluindo milhares de soldados e recursos aéreos, estão sendo enviadas para a região. Segundo o próprio Pentágono, são cinco mil tropas que estão a caminho.

Uma fonte envolvida nos esforços de mediação disse ao Axios que Paquistão, Egito e Turquia estão trabalhando para organizar negociações, acrescentando:

‘Mas a desconfiança é o problema. Os comandantes da Guarda Revolucionária Islâmica estão muito céticos. Só que os mediadores não desistiram’.



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