março 28, 2026

Guerra no Oriente Médio se amplia com ataque dos Houthis contra Israel


Maria Paula Carvalho, da RFI, destaca que a guerra no Oriente Médio completa um mês neste sábado (28), e o conflito ganha um novo capítulo.

É que pela primeira vez, desde o início da ofensiva, os Houthis, que são aliados do Irã e baseados no Iêmen, lançaram um início contra Israel. O Exército israelense diz que conseguiu interceptar esse ataque. E por que essa informação é importante?

Os Houthis, assim como Hezbollah, formam o eixo de resistência junto com o Irã, e eles já vinham ameaçando fazer esses ataques. Durante a guerra entre Israel e o Hamas, em Gaza, entre 2023 e 2025, esses insurgentes Houthis realizaram diversos ataques contra Israel e os navios mercantes que passavam no Mar Vermelho, chegando inclusive a interromper o tráfego naquela via estratégica e que hoje é fundamental para as exportações de petróleo da Arábia Saudita, por exemplo, que evita o Estreito de Ormuz, que continua bloqueado por Teerã.

A Tailândia afirmou, neste sábado (28), que conseguiu chegar a um acordo com o Irã para garantir a navegação dos seus petroleiros no Estreito de Ormuz. O presidente Donald Trump criticou, inclusive, a Otan por não ter oferecido apoio para garantir a segurança no Estreito de Ormuz e voltou a levantar dúvidas sobre o compromisso dos Estados Unidos com os aliados em caso de ataque a um dos membros da Aliança Atlântica. Durante a madrugada, os Estados Unidos e Israel realizaram bombardeios em várias regiões do Irã.

Pelo menos 12 pessoas morreram. Explosões também atingiram a Universidade de Ciência e Tecnologia em Teerã, sem deixar vítimas. No Golfo, Oman relatou danos em um porto estratégico depois de um ataque de drone.

Mísseis iranianos provocaram incêndio na zona industrial de Abu Dhabi. E a Agência Internacional de Energia Atômica confirmou, neste sábado (28), um ataque à Usina Nuclear de Bushehr, no sul do Irã, mas afirmou, que o reator não foi danificado. Mesmo assim, o diretor-geral da agência, o argentino Rafael Grossi, reiterou seu pedido de contenção militar para evitar qualquer risco de acidente.

Outra novidade é que os Estados Unidos e o Iraque anunciaram um reforço de sua cooperação para a criação de um comitê de coordenação capaz de prevenir ataques dos grupos pró-Irã, como o caso dos Houthis e do Hezbollah. Essa informação foi dada pela Embaixada Americana em Bagdá.

E as negociações pelo fim da guerra?

As negociações pelo fim da guerra andam lenta e discretamente. Diplomatas do Paquistão, da Arábia Saudita, da Turquia e do Egito se reúnem, em Islamabad, neste domingo (29), e na segunda-feira (30), para começar a semana tentando avançar nessas conversas.

Eles também devem se encontrar com o primeiro-ministro paquistanês, o Shehbaz Sharif. Uma fonte do governo disse, inclusive, que Sharif conversou por mais de uma hora hoje com o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, em preparação para esse encontro. O enviado especial dos Estados Unidos, o Steve Witkoff, também prevê novos encontros ao longo da semana.

E o chefe da diplomacia americana, o Marco Rubio, que esteve em Paris, na sexta-feira (27) mencionou a possibilidade de um fim próximo das operações. Por enquanto, o Wall Street Journal informa que Washington considera enviar 10 mil soldados adicionais para a região do Oriente Médio, o que aumenta a tensão neste momento sobre esse conflito que já tem reflexos no mundo inteiro.



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