março 28, 2026

Justiça mantém prisão de Rodrigo Bacellar


A Secretaria de Polícia Penal do Rio confirmou que o ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Rodrigo Bacellar, passou por audiência de custódia neste sábado (28), e teve a prisão mantida pela Justiça. No momento, ele está detido no Presídio Pedrolino Werling de Oliveira, conhecido como “Bangu 8”, o “presídio dos famosos”.

Bacellar voltou a ser preso nessa sexta-feira (27) depois de ter o mandato cassado e perder a proteção da Alerj. , em cumprimento de um mandado expedido pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. Ele estava em casa, em Teresópolis, e foi encaminhado à Superintendência da PF no Rio de Janeiro. Os agentes também cumpriram um mandado de busca e apreensão.

O ex-presidente da Alerj já tinha sido preso em dezembro, em uma investigação que apurava o suposto vazamento de uma operação contra o Comando Vermelho, que prendeu o ex-deputado TH Joias, em setembro do ano passado. No entanto, Bacellar foi solto dias depois por decisão dos colegas deputados, que têm essa prerrogativa, e passou a responder ao processo em liberdade.

Zanin nega recurso de Bacellar e mantém cassação e inelegibilidade

Cristiano Zanin, ministro do STF — Foto: Fellipe Sampaio/STF

O ministro Cristiano Zanin, do STF, negou nesta sexta-feira (27) um recurso de Rodrigo Bacellar para suspender a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que cassou o mandato dele e o tornou inelegível.

No pedido, os advogados de Bacellar argumentaram que a cassação do mandato teria violado princípios constitucionais como a isonomia, o devido processo legal, o contraditório e a ampla defesa. Ao analisar o caso, o ministro Cristiano Zanin afirmou que o pedido não preenchia os requisitos legais para a concessão da medida cautelar. E destacou que a decisão ainda pode ser revista no âmbito do TSE, de modo que o recurso ao Supremo seria prematuro.

Bacellar e Castro foram condenados no TSE por um esquema de contratação irregular de funcionários fantasmas via Ceperj, uma fundação do Rio, e via Uerj, a Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Essas pessoas atuaram como cabos eleitorais. O Ministério Público Eleitoral levantou cerca de 27,6 mil contratações que teriam sido viabilizadas nesse contexto, com gasto estimado em R$ 248 milhões.



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