março 28, 2026

Como as mudanças no Minha Casa Minha Vida impactam o financiamento de imóveis? Entenda


O programa Minha Casa Minha Vida passou por mudanças que ampliam os limites de renda das famílias e os valores dos imóveis financiáveis.

Em entrevista ao Show da Notícia, o coordenador do curso de negócios imobiliários da Fundação Getúlio Vargas de São Paulo, Alberto Ajzental, explicou como as alterações impactam consumidores e investidores.

Agora, famílias com renda mensal de até R$ 13 mil podem se beneficiar do programa, que é dividido em quatro faixas.

  • Faixa 1: até R$ 3.200, imóveis de até R$ 275 mil;
  • Faixa 2: até R$ 5 mil, imóveis de até R$ 275 mil;
  • Faixa 3: até R$ 9.600, imóveis de até R$ 400 mil;
  • Faixa 4: até R$ 13 mil, imóveis de até R$ 600 mil.

Segundo o especialista, a faixa do programa é definida pela renda. Quanto maior a renda familiar, maior o valor do imóvel que pode ser financiado, mas também maior será a taxa de juros aplicada.

“A faixa é determinada pela renda: quanto maior a renda, maior o valor do bem que você pode adquirir, mas também você vai pagar uma taxa de juros mais alta. Então, essa esticada de cobertor é nesse sentido: eles estão permitindo que mais famílias possam usufruir desses recursos, assim como, do lado da oferta, as incorporadoras consigam vender também mais imóveis.”

Para adquirir o imóvel, o banco exige que o comprador dê um sinal, geralmente de 20%, e que a parcela não comprometa mais de 25% da renda familiar. O professor alerta que a renda é o principal limitador para o financiamento de imóveis maiores.

“Isso é um ponto importante aqui: o limitador ainda vai ser a renda, e a renda vai limitar o valor do bem que ele pode comprar, a menos que ele aumente o sinal.”

Minha Casa Minha Vida ou consórcio?

O FGTS pode ser usado para complementar o sinal ou ajudar no financiamento, mas é necessário comprovar renda. Quanto ao consórcio, Ajzental explica que ele não paga juros, mas depende de sorteio para contemplação, tornando o financiamento mais vantajoso para quem deseja morar imediatamente.

“Eu recomendo o financiamento, porque o consórcio tem uma questão interessante que pouca gente comenta. O consórcio não paga juros, é verdade. O consórcio, por outro lado, paga uma taxa de administração da ordem de 4%.”

Ouça a entrevista completa.



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