março 31, 2026

Zanin condena médico ao pagamento de multa por trote machista


O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), condenou um ex-aluno da Universidade de Franca (Unifran) à reparação de danos morais coletivos, com pagamento de 40 salários-mínimos, por trote que obrigou calouras a jurar “nunca recusar uma tentativa de coito de um veterano”. O caso ocorreu em 2019.

Na decisão, Zanin escreveu que comportamentos “considerados brincadeiras jocosas” são, “na realidade, tipos de violência psicológica que muitas vezes incentivam e transbordam para a prática de violências físicas, que, no ano passado, resultou no feminicídio de 1.568 mulheres”.

Trote em calouras de medicina da Unifran que virou alvo de acusação do MP-SP — Foto: Reprodução/Youtube

Em 2021, Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) manteve a absolvição do médico Matheus Gabriel Braia, alvo da ação indenizatória, mas o Ministério Público recorreu. À época, a defesa afirmou que o médico não tinha intenção de ofender ninguém e que o juramento foi uma “brincadeira de mau gosto”, mesmo entendimento dos desembargadores.

No Superior Tribunal de Justiça (STJ), o recurso do MP também foi rejeitado e o caso chegou ao Supremo.



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