abril 3, 2026

Trump afirma que EUA poderiam reabrir Ormuz, extrair petróleo e 'fazer uma fortuna'


Em mais uma crítica aos países que utilizam o Estreito de Ormuz, mas não participam da guerra do Oriente Médio, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta sexta-feira (3) que os EUA poderiam reabrir o Estreito de Ormuz e extrair o petróleo.

‘Com um pouco mais de tempo, podemos facilmente abrir o Estreito de Ormuz, extrair o petróleo e fazer uma fortuna. Seria uma mina de ouro para o mundo???’, publicou.

O presidente da França, Emmanuel Macron, afirmou nesta quinta-feira (2) que seria irrealista lançar uma operação militar para forçar a abertura do Estreito de Ormuz. A fala ocorre após o presidente dos EUA, Donald Trump, ter desafiado os países que usam o local a trabalharem para a sua reabertura.

Em visita à Coreia do Sul, Macron disse que ‘algumas pessoas defendem a ideia de libertar o Estreito de Ormuz à força, por meio de uma operação militar, uma posição por vezes expressa pelos Estados Unidos, embora tenha variado’.

‘Essa nunca foi uma opção que apoiamos, porque é irrealista. Levaria uma eternidade e exporia todos aqueles que atravessam o estreito aos riscos dos guardiões da revolução, bem como a mísseis balísticos’, acrescentou.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, debochou do presidente francês, Emmanuel Macron, e da sua esposa, Brigitte Macron, após criticar diversos líderes da OTAN por não participar da guerra contra o Irã.

Em um momento que falava de diversos países, Trump comentou da França e disse:

‘Macron, cuja esposa o trata extremamente mal, ainda está se recuperando do soco que levou no queixo’, disse.

O vídeo foi brevemente publicado no canal do YouTube da Casa Branca, que posteriormente bloqueou o acesso.

China, Rússia e França se opõem ao uso de força para reabrir Ormuz

Estreito de Ormuz é uma região entre Irã e Omã. — Foto: Reprodução/Nasa

A votação de uma resolução do Bahrein, no Conselho de Segurança da ONU, para proteger a navegação comercial no Estreito de Ormuz, e que estava agendada para esta sexta-feira (3), foi remarcada. No entanto, China, Rússia e França — que têm poder de veto — se opõem à autorização de qualquer uso da força, o que coloca em dúvida a aprovação do texto.

Segundo o jornal The New York Times, os três países frustraram os esforços dos Estados árabes para obter aval do Conselho para uma ação militar contra o Irã, rejeitando qualquer linguagem que permita o uso da força para reabrir a rota marítima.

Dois diplomatas afirmaram à publicação americana que a reunião dos 15 membros e a votação foram remarcadas para a manhã de sábado, em vez de sexta-feira, que é feriado na ONU.

Autoridades do Irã anunciaram que o país está trabalhando em um protocolo para garantir o tráfego marítimo através do Estreito de Ormuz em conjunto com Omã.

De acordo com o vice-ministro de Relações Exteriores iraniano, o gerenciamento da circulação de embarcações seria aplicado assim que a guerra terminasse.

A reabertura, no entanto, não valeria para navios ligados aos Estados Unidos e Israel. Segundo Teerã, a rota permanecerá fechada a longo prazo para os países.

O bloqueio do estreito — por onde passam cerca de 20% das exportações de petróleo do mundo — tem causado preocupação internacional. O governo britânico acusou o Irã de manter a economia mundial como ‘refém’.

Diplomatas de mais de quarenta países participaram de uma reunião para discutir formas de reabrir a rota.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em pronunciamento sobre a guerra no Irã — Foto: Reprodução / TV Globo



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