abril 18, 2026

Julgamento de chacina que matou 10 pessoas no DF entra na etapa decisiva


O julgamento da maior chacina da história do Distrito Federal, que resultou na morte de 10 pessoas da mesma família, incluindo três crianças, por cinco homens entre dezembro de 2022 e janeiro de 2023, entrou na reta final neste sábado (18).

Agora, começa a votação dos jurados. Nesta fase, os jurados, que são pessoas comuns da sociedade selecionadas pelo tribunal, ouvirão os argumentos finais da acusação e da defesa antes de decidir sobre a culpa ou inocência dos réus. Cada uma das partes tem um tempo máximo de sustentação de até 2 horas e meia.

Ao final, o juiz vai formular perguntas que devem ser respondidas com sim ou não pelo júri. A votação é feita de portas fechadas e não é permitida a permanência de pessoas no plenário. Diante do grande número de quesitos a serem analisados — cerca de 500 —, a expectativa é de que a votação vá até às 19h. A sentença é definida com base na maioria dos votos e deve ser lida ainda neste sábado, depois da votação.

Ismael da Silva Rocha, irmão de Elizamar, uma das vítimas da chacina, afirmou que a família espera a condenação máxima dos acusados, que pode chegar a até 385 anos de prisão. “O que a gente, como família, espera é que eles peguem a pena máxima e paguem pelos crimes que cometeram. Isso não vai trazer a nossa irmã de volta, não vai apagar a dor, mas pode trazer um alívio: saber que esses monstros não vão poder fazer isso com outras famílias, porque estão presos”, Julgamento de chacina que matou 10 pessoas entra na etapa decisiva.

Segundo a Polícia Civil, a chacina teria sido motivada pela disputa por uma chácara avaliada em cerca de R$ 2 milhões, na região do Paranoá, onde parte das vítimas morava.

O caso começou com o desaparecimento da cabeleireira Elizamar da Silva, de 39 anos, e de seus três filhos, após ela sair para buscar o marido, Thiago Belchior. No dia seguinte, o carro da família foi encontrado com quatro corpos carbonizados perto de Cristalina, município de Goiás, no entorno do DF.

Nos dias seguintes, outros parentes também desapareceram, e as investigações revelaram uma sequência de assassinatos que vitimou dez pessoas da mesma família. Os corpos foram sendo localizados em diferentes pontos, alguns carbonizados e outros enterrados, incluindo o de Marcos Antônio, encontrado esquartejado em Planaltina. O caso chocou pela brutalidade e pela quantidade de vítimas.

O julgamento começou na segunda-feira (13) e reuniu, ao longo da semana, depoimentos de 18 testemunhas, interrogatórios de quatro dos cinco réus e as sustentações das partes. Na sexta-feira (17), uma das juradas não se sentiu bem e foi substituída pela suplente.

Os acusados, Gideon Batista de Menezes, Horácio Carlos Ferreira Barbosa, Carlomam dos Santos Nogueira, Fabrício Silva Canhedo e Carlos Henrique Alves da Silva apresentaram versões divergentes durante os interrogatórios, tentando minimizar suas participações e evidenciando contradições. Eles respondem por uma série de crimes, entre eles homicídios qualificados, extorsão, roubo, sequestro, constrangimento ilegal, fraude processual, corrupção de menores e ocultação de cadáver.



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