Conflito no Oriente Médio já soma dois episódios com vítimas ligadas a Foz do Iguaçu

A comunidade de origem libanesa em Foz do Iguaçu, segunda maior do Brasil, atrás apenas de São Paulo, está de luto após a confirmação da morte de uma família que viveu por duas décadas na cidade. Eles morreram em um bombardeio no domingo, no sul do Líbano.
O empresário Ghassan Nader, a esposa Manal Jafar , ambos com nacionalidade libanesa e brasileira, e um dos filhos do casal, de 11 anos, nascido no Líbano, morreram quando a casa da família, na cidade de Bint Jbeil, próxima à fronteira com Israel, foi atingida por um projétil das forças israelenses.
O outro filho do casal, nascido em Foz do Iguaçu e também brasileiro, sobreviveu ao ataque.
Ao portal g1, um dos irmãos de Manal, Mohamed Jafar, contou que ela e o marido viveram na cidade entre 1996 e 2010, onde trabalharam com comércio na região de fronteira.
A decisão de retornar ao Líbano foi tomada após uma visita a familiares do marido. No início do conflito entre Israel e Hezbollah, a família chegou a deixar o sul do país e se mudou para Beirute, mas retornou ao povoado após o anúncio de um cessar-fogo.
O Itamaraty confirmou a morte e condenou o ataque. A Embaixada do Brasil em Beirute informou que está em contato com os familiares para prestar assistência.
Em Foz do Iguaçu, a comunidade libanesa já havia sido atingida por outra tragédia recente. Em setembro de 2024, o jovem Ali Kamal Abdallah, de 15 anos, nascido na cidade, morreu junto ao pai em um bombardeio no Líbano. Na ocasião, os demais familiares que sobreviveram retornaram ao Brasil.
Já são duas ocorrências envolvendo pessoas que nasceram ou viveram por muitos anos em Foz do Iguaçu e morreram no conflito no Oriente Médio.



