Meta fecha acordo com distrito escolar dos EUA em processo sobre vício em redes sociais

A Meta fechou um acordo com um distrito escolar do estado de Kentucky, nos Estados Unidos, em uma ação que acusava a empresa de contribuir para crise de saúde mental entre estudantes por meio das redes sociais que possuem interface viciante, como o Instagram.
O entendimento encerra a participação da dona do Instagram em um processo movido pelo distrito escolar de Breathitt, escolhido como caso-teste em uma ofensiva judicial que reúne mais de mil distritos escolares americanos contra empresas de redes sociais.
A ação alegava que plataformas como Instagram, TikTok, Snapchat e YouTube foram desenvolvidas de forma deliberadamente viciante, causando impactos como ansiedade, depressão, automutilação e outros problemas de saúde mental entre adolescentes.
O distrito pedia cerca de US$ 60 milhões em indenização para financiar programas de apoio psicológico e medidas de mitigação dos efeitos atribuídos às redes sociais. Também exigia mudanças no funcionamento das plataformas.
Os termos do acordo entre a Meta e o distrito escolar não foram divulgados. Na semana passada, o distrito já havia firmado acordos semelhantes com TikTok, Snap Inc. e Google, responsável pelo YouTube.
O julgamento estava previsto para começar em junho, em um tribunal federal da Califórnia, e era visto como um precedente importante para centenas de ações semelhantes em andamento nos EUA.
A pressão judicial sobre as big techs aumentou após decisões recentes da Justiça americana envolvendo danos à saúde mental de jovens usuários. Neste ano, a Meta e o Google foram condenados em um caso movido por uma jovem que alegou ter desenvolvido dependência de redes sociais ainda na infância. As empresas anunciaram recurso.



