PCC e CV entram em duas listas de combate ao terrorismo nos EUA; entenda diferença das classificações

O governo dos Estados Unidos vai incluir o PCC e o CV em duas listas oficiais ligadas ao combate ao terrorismo e ao crime organizado internacional. O anúncio foi feito pelo Departamento de Estado norte-americano nesta quinta-feira (28).
As duas facções passarão a integrar a relação de ‘Terroristas Globais Especialmente Designados’ , mecanismo utilizado pelos EUA para congelar ativos e atingir financeiramente integrantes, empresas e pessoas ligadas aos grupos criminosos. Medida permite ainda ampliar sanções econômicas e restringir movimentações internacionais relacionadas às organizações.
Além disso, PCC e CV também devem ser enquadrados como ‘Organizações Terroristas Estrangeiras’ , classificação mais severa, segundo a legislação norte-americana. Nesse caso, qualquer pessoa ou entidade que forneça ‘apoio material’ às facções poderá responder criminalmente nos Estados Unidos.
As penas podem chegar a 20 anos de prisão, ou prisão perpétua, caso o apoio esteja relacionado a ações que resultem em mortes.
Segundo o Departamento de Estado, a decisão faz parte de uma estratégia para ampliar o combate a organizações criminosas transnacionais envolvidas com tráfico de drogas, lavagem de dinheiro, armas e violência organizada.
A inclusão nas listas também pode aumentar a cooperação internacional entre autoridades brasileiras e norte-americanas em investigações financeiras e operações contra integrantes das facções fora do Brasil.
Rubio diz que Trump usará ‘todos os meios’ contra narcoterrorismo
Em publicação no X, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou que as facções estão entre ‘as organizações criminosas mais violentas do Brasil’ e disse que o alcance dos grupos ‘se estende por toda a nossa região e ao nosso país’.
Rubio afirmou ainda que a administração de Donald Trump ‘continuará usando todas as ferramentas disponíveis para proteger os interesses de segurança nacional e negar financiamento e recursos a narcoterroristas’.
Marco Rubio em publicação no X — Foto: Reprodução/X



