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Decisão dos EUA sobre PCC e Comando Vermelho acende alerta no governo Lula

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junho 5, 2026
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Decisão dos EUA sobre PCC e Comando Vermelho acende alerta no governo Lula


A medida do governo dos Estados Unidos de passar a classificar, a partir de hoje, as facções brasileiras Comando Vermelho e Primeiro Comando da Capital como organizações terroristas traz preocupações para o governo brasileiro.

De acordo com fontes do Planalto, as possibilidades de retaliação americana são reais, podendo envolver sanções diretas no sistema financeiro e até operações militares. A avaliação é que o Brasil ficou mais vulnerável a uma ação externa, pois transações financeiras podem ser punidas com a nova classificação terrorista. O governo avalia, no entanto, que uma ação militar americana em ano eleitoral seria uma tragédia diplomática e eleitoral para os Estados Unidos, o que diminui a chance de ocorrer neste momento.

Ainda assim, a tensão acende um alerta para outubro. De acordo com fontes do Planalto, o governo brasileiro se prepara contra possíveis ações que podem prejudicar o processo eleitoral, especialmente via inteligência artificial e redes sociais. Há, inclusive, preocupação com o uso de recursos financeiros obscuros. Fontes citam os valores envolvendo o chamado “Haveengate” e o filme sobre Bolsonaro financiado por Daniel Vorcaro, apontando incertezas se esse dinheiro está financiando lobistas ou abastecendo fundos para interferir no processo eleitoral brasileiro.

Na área comercial, a pressão continua. De acordo com fontes do Planalto, é provável que o grupo de trabalho entre Brasil e Estados Unidos faça uma nova reunião na semana que vem sobre o tarifaço de 25% por cento, uma vez que a sobretaxa de 12,5% sobre o trabalho forçado é vista como irreversível, uma vez que foi “contratado” e usado como “um grande biombo” para justificar o primeiro tarifaço do ano passado imposto a vários países. Segundo o governo, o Brasil é reconhecido há décadas pela OIT (Organização Internacional do Trabalho) pelo combate ao trabalho análogo ao escravo.

O prazo inicial da sanção americana estabelecido após reunião do dia 7 de maio, entre Lula e Trump, venceria neste domingo, 7 de junho. O Brasil busca um acordo comercial paralelo que poderia abrir espaço para os EUA em outras áreas do mercado brasileiro com a finalidade de anular a tarifa, mas ressalta que o sistema Pix é inegociável.

Até o momento, não há previsão de encontro entre os presidentes Lula e Donald Trump, mas tudo pode acontecer inclusive ligação, envio de carta e encontro ou “esbarrão” na Cúpula do G7. Caso ocorra, o Planalto projeta um clima amigável, sem interesse em alinhamento automático com os americanos.

Na pauta do G7, o Brasil levará críticas ao aumento global de gastos com armamentos. Internamente, o governo já admite que a desproporção de poder militar é um risco e busca criar mecanismos de dissuasão para reduzir a vulnerabilidade do país.



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