Lula e Flávio Bolsonaro enfrentam impasses para montar palanques nos maiores colégios eleitorais do país

Faltando apenas dois meses para o registro de candidaturas e início oficial da campanha eleitoral, o presidente Lula, do PT, e o senador Flávio Bolsonaro, do PL, ainda enfrentam impasses para montar palanques nos oito maiores colégios eleitorais do país, segundo levantamento do G1. Juntos, esses estados reúnem mais de 100 milhões de eleitores, equivalente a 70% do eleitorado brasileiro.
A campanha petista tenta resolver indefinições estratégicas no Sudeste. Nos maiores colégios eleitorais, em São Paulo, o partido precisa decidir quem serão os candidatos ao Senado na chapa de Fernando Haddad: a vaga é disputada pelos ex-ministros Márcio França, Simone Tebet e Marina Silva. Desses nomes, também pode sair o candidato a vice.
Em Minas Gerais, após a desistência de Rodrigo Pacheco, o PT corre atrás de um novo nome para o governo estadual e negocia com o empresário Josué Gomes, filho do ex-vice-presidente da República José Alencar.
Já a situação de Flávio Bolsonaro é mais delicada no Nordeste e com aliados do Sudeste. Em São Paulo, o governador Tarcísio de Freitas se distanciou da campanha do senador e chegou a cobrar explicações públicas sobre o escândalo envolvendo o pedido de 134 milhões de reais de Flávio a Daniel Vorcaro para o filme sobre Bolsonaro, assim como o ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à presidência Romeu Zema.
Os dois se reencontraram nessa última semana e falaram em união no segundo turno para derrotar o PT. Enquanto isso, o PL tenta articular a candidatura do líder nas pesquisas ao governo, o senador Cleitinho.
Na região Nordeste, Flávio tem dificuldades para fechar alianças na Bahia e em Pernambuco. Além disso, no Ceará, um acordo do PL local para apoiar o tucano Ciro Gomes ao governo provocou um racha na direita, enfrentando forte resistência no partido, sobretudo da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, que já teve atritos com os filhos de Bolsonaro por causa da aliança.
Enquanto isso, no Sul do país, o cenário está mais definido. O Rio Grande do Sul já tem chapas consolidadas de ambos os lados ao governo estadual, com Juliana Brizola do PDT apoiando Lula e o deputado federal do PL Luciano Zucco Flávio Bolsonaro, que no Paraná fechou apoio ao senador Sergio Moro, também do PL, e Lula ao deputado estadual Roberto Requião Filho, do PDT.



