Copa do Mundo 2026: Com era Ancelotti, Brasil tenta ultrapassar pressão em busca do hexa

O Brasil chega à Copa do Mundo de 2026 cercado por expectativas, dúvidas e a responsabilidade de encerrar um jejum que já dura 24 anos – o mesmo quando foi campeão em 1994.
Maior campeão da história do torneio, com cinco títulos mundiais, a seleção brasileira desembarca nos Estados Unidos tentando recuperar o protagonismo perdido nas últimas edições e provar que continua entre as principais forças do futebol internacional.
A campanha das Eliminatórias Sul-Americanas foi marcada por oscilações e mudanças de rumo. O ciclo terminou com a chegada do técnico Carlo Ancelotti, um dos treinadores mais vitoriosos da história do futebol. Sua contratação foi tratada como um movimento sem precedentes para a seleção brasileira e aumentou as expectativas em torno da equipe, embora o pouco tempo de trabalho antes da Copa ainda gere questionamentos.
Apesar de possuir talento suficiente na busca pelo título, ainda há problemas que precisam ser corrigidos, especialmente no trabalho mais recente.
A equipe mostrou bons momentos quando atuou em transições rápidas e contra-ataques, aproveitando a velocidade e a capacidade técnica de seus atacantes. Por outro lado, ainda encontra dificuldades em partidas nas quais precisa controlar a posse de bola e enfrentar adversários mais fechados defensivamente.
Retrospecto do Brasil em Copas do Mundo. — Foto: CBN
Retrospecto do Brasil desde a última Copa do Mundo. — Foto: CBN
Quais são os destaques e pontos positivos do Brasil?
Vini Jr. comemora gol do Brasil contra o Paraguai. — Foto: Rafael Ribeiro/CBF
Grande parte das atenções continua voltada para Neymar. Aos 34 anos, o camisa 10 chega à Copa envolvido em debates sobre condição física, protagonismo e papel dentro da equipe. O principal debate é qual será sua influência em um elenco que também conta com jogadores capazes de assumir responsabilidades ofensivas.
A nova geração brasileira oferece diversas alternativas. Vinícius Júnior é apontado como o principal nome do ataque e chega ao Mundial consolidado entre os melhores jogadores do planeta. Ao seu lado, atletas como Raphinha e Endrick ampliam o repertório ofensivo e reforçam a profundidade do elenco.
No meio-campo, a experiência de Casemiro continua sendo vista como fundamental para o equilíbrio da equipe.
Defensivamente, o Brasil mantém uma base sólida, mas alguns observadores acreditam que a seleção ainda precisa encontrar maior regularidade. O desempenho dos laterais e até mesmo a disputa pela posição de goleiro são assuntos que aparecem em destaque.
No Grupo A, a seleção brasileira aparece como favorita à classificação, mas terá pela frente um desafio importante contra o Marrocos, semifinalista da Copa de 2022 e considerado o adversário mais forte da chave. Escócia e Haiti completam o grupo.



