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Suécia volta à Copa do Mundo após campanha irregular e se apoia em talentos ofensivos para surpreender

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junho 14, 2026
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Suécia volta à Copa do Mundo após campanha irregular e se apoia em talentos ofensivos para surpreender


A Suécia está de volta à Copa do Mundo. Ausente no Catar em 2022, a seleção europeia garantiu vaga para o Mundial de 2026 e disputará sua 13ª edição do torneio.

O melhor resultado da história sueca segue sendo o vice-campeonato conquistado em 1958, quando a equipe foi derrotada pelo Brasil na final. Desde então, a seleção alternou momentos de protagonismo e longos períodos de ausência, sem conseguir se firmar entre as principais forças do futebol europeu.

Retrospecto da Suécia nas Copas do Mundo — Foto: CBN

A classificação para 2026 veio por meio da repescagem. Após terminar as Eliminatórias em último lugar de um grupo que também contava com Suíça, Kosovo e Eslovênia, os suecos conseguiram avançar graças ao sistema de vagas ligado à Liga das Nações. Na fase decisiva, eliminaram Ucrânia e Polônia para garantir presença na Copa.

Apesar da vaga, os números do ciclo não são animadores. A Suécia acumulou 19 vitórias, quatro empates e 12 derrotas. Contra seleções classificadas para a Copa do Mundo, foram apenas duas vitórias, um empate e seis derrotas.

Caminho da Suécia até a Copa do Mundo de 2026 — Foto: CBN

A campanha também foi marcada por instabilidade no comando técnico. Três treinadores passaram pela equipe até a chegada do inglês Graham Potter, em 2025. O ex-comandante de Brighton, Chelsea e West Ham assumiu a missão de reorganizar a seleção e já teve o contrato renovado até 2030.

Quais são os destaques e pontos positivos?

Seleção da Escócia — Foto: CBN

Mesmo sem apresentar grande consistência coletiva, a Suécia conta com jogadores capazes de desequilibrar individualmente.

O principal nome é o atacante Viktor Gyökeres, destaque do Arsenal e artilheiro da equipe. O centroavante foi decisivo na repescagem e chega como principal referência ofensiva dos suecos para a Copa.

Viktor Gyökeres, jogador da Suécia — Foto: Divulgação/SvFF

Outro jogador importante é Alexander Isak, atacante do Liverpool, que voltou recentemente após um longo período afastado por lesão. Se estiver em boas condições físicas, pode formar uma dupla de ataque de alto nível com Gyökeres.

Pelas pontas, Anthony Elanga, do Newcastle, oferece velocidade e profundidade ao setor ofensivo. Já Victor Lindelöf, um dos atletas mais experientes do elenco, traz liderança para a defesa.

A seleção também aposta na experiência de Graham Potter. Apesar dos trabalhos recentes sem grande sucesso em clubes, o treinador é reconhecido pela capacidade de desenvolver equipes organizadas e por sua flexibilidade tática.

Se os nomes do ataque chamam atenção, o restante da equipe ainda levanta dúvidas.

A Suécia teve dificuldades para competir contra seleções de maior nível ao longo do ciclo e mostrou problemas tanto na construção das jogadas quanto na consistência defensiva. O trabalho de Potter ainda é recente e a equipe não apresentou tempo suficiente para consolidar uma identidade clara.

Por isso, a expectativa em torno dos suecos passa menos pelo desempenho coletivo e mais pela capacidade de seus principais jogadores decidirem partidas equilibradas.

A presença na Copa já representa uma recuperação após a ausência em 2022. Para ir além, porém, a Suécia precisará mostrar um futebol mais consistente do que o apresentado ao longo das Eliminatórias e da maior parte do ciclo mundialista.



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