Tebet aposta em diálogo com agro para ajudar Haddad a conseguir votos no interior de SP

A ex-ministra e pré-candidata ao Senado por São Paulo Simone Tebet participou nesta terça-feira pela primeira vez de agendas públicas no interior do estado ao lado do ex-ministro e pré-candidato do PT ao governo estadual Fernando Haddad.
Os compromissos foram em Santa Bárbara D’Oeste, Rio Claro, Limeira e Santa Gertrudes.
Depois de ter confirmado à CBN na semana passada que descartou a vice de Haddad e que ficará na disputa ao Senado, a ex-ministra explicou hoje o motivo da escolha.
Segundo Tebet, disputar o Senado na chapa progressista será essencial para ajudar Haddad a conseguir votos no interior, já que a ex-ministra é ligada ao agro. Tebet aposta no diálogo com o setor.
“Falando que é possível conviver com assentamentos de uma reforma agrária em cima de terras devolutas, em cima de áreas públicas e não em cima de áreas privadas, produtivas, desapropriando inclusive áreas de produtores rurais que não querem mais viver na terra.”
A tendência, portanto, é que Simone Tebet comece a acompanhar Haddad nas demais agendas nessas regiões a partir de agora.
Já o ex-ministro comentou nesta terça pesquisas que o colocam abaixo do atual governador Tarcísio de Freitas, do Republicanos, na disputa ao Palácio dos Bandeirantes.
“O ano passado cresceu 0,5% contra 2,3% do Brasil. Então, do meu ponto de vista, quando o eleitor paulista tomar conhecimento disso, ele vai refletir se é o caso ou não de dar uma nova oportunidade, ou se ele quer uma alternativa ao que está posto aí.”
Sobre as chapas ao Senado e ao governo estadual, a definição deve acontecer após a volta do presidente Lula da Cúpula do G7, que está acontecendo na França.
A tendência, por fim, de uma composição ao Senado entre Tebet e a ex-ministra Marina Silva, e com o ex-ministro Márcio França na vice de Haddad.
Márcio insistiu por meses no desejo de disputar o Senado, mas declarou à CBN recentemente que não descarta a vice.
O martelo deverá ser batido em uma reunião entre Lula, Geraldo Alckmin e a cúpula do PSB. Mas o encontro ainda não tem data definida.



