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Alertas falsos são investigados com 'máximo rigor', diz secretário de Defesa Civil: 'Questão de prioridade'

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junho 20, 2026
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Alertas falsos são investigados com 'máximo rigor', diz secretário de Defesa Civil: 'Questão de prioridade'


O Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) afirmou que investiga o acionamento indevido e não autorizado do sistema Defesa Civil Alerta (DCA), na madrugada deste sábado (20), que fez celulares soarem com o alerta máximo pelo país.

De acordo com a pasta, a plataforma está temporariamente suspensa e a Diretoria de Tecnologia da Informação (DTI/MIDR) trabalha para o restabelecimento escalonado e seguro do sistema após a identificação de um incidente de segurança cibernética na Interface de Divulgação de Alertas Públicos (IDAP).

Em nota, o ministério ainda afirmou que a Polícia Federal já está mobilizada para apurar o caso, e que, a partir do diagnóstico realizado pelos órgãos competentes, serão implementadas medidas para reforçar a segurança do sistema.

O governo informa que não há, até o momento, evidência de dano estrutural ao sistema DCA. A mensagem disparada foi do tipo Alerta Extremo e continha, logo após a identificação da Defesa Civil a palavra MISANTROPI4 – que significa ódio à humanidade. O termo descreve indivíduos que evitam a vida em sociedade por repúdio aos comportamentos, falhas e costumes da sociedade em geral.

De acordo com o levantamento técnico inicial feito pelas autoridades, as transmissões ocorreram entre 23h41 de sexta-feira (19) e 1h23 do sábado (20), totalizando 10 disparos indevidos. Ainda não há dados sobre quantos aparelhos móveis receberam as mensagens.

Os alertas utilizaram a tecnologia cell broadcast, empregada pelo Defesa Civil Alerta, acionando o nível “Extremo”, que emite alerta sonoro em situações de risco iminente, emitidos nos estados de São Paulo, Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro, Paraná e no Distrito Federal. O alerta também chegou por meio de mensagens de texto via SMS.

O secretário nacional de Proteção e Defesa Civil, Wolnei Wolff afirmou em coletiva de imprensa que a investigação é uma prioridade do governo federal e que uma nova versão do sistema já está em desenvolvimento para melhorar a segurança da plataforma.

“Com a perícia, teremos em breve informações bastante seguras de como aconteceu esse ataque a nossa plataforma e, no menor tempo possível, é uma questão de prioridade do Governo Federal ativar essa nova versão que garanta mais segurança ao sistema e aos usuários do sistema Defesa Civil Alerta. Estamos tratando o caso com o máximo rigor técnico. Nosso compromisso é assegurar que os sistemas de alerta funcionem com total confiabilidade, garantindo a proteção da população brasileira.”

Como funciona o Defesa Civil Alerta?

Alerta severo da Defesa Civil de chuva de espalhando por São Paulo. — Foto: Reprodução

A tecnologia de comunicação serve para aumentar a segurança da população diante de situações de desastres ou risco à vida e integridade física, enviando mensagens de texto e avisos sonoros para os celulares sem necessidade de cadastro prévio, para qualquer cidadão, independentemente do DDD, que esteja no município com previsão de desastre.

Os alertas aparecem de forma destacada na tela dos aparelhos, mesmo que estejam em modo silencioso, ou sem internet e pacote de dados, e seu recebimento é gratuito.

A ferramenta alcança celulares compatíveis (Android e iOS lançados a partir de 2020) e com cobertura de telefonia móvel com tecnologia 4G ou 5G.

A Defesa Civil Nacional emite dois tipos de alerta: o severo e o extremo. Enquanto o alerta severo não desativa o modo silencioso do celular e serve para casos de menor risco, indicando a necessidade de ações preventivas, como chuvas fortes com riscos de deslizamentos ou alagamentos, o alerta extremo é o nível mais alto, com urgência imediata, servindo para situações de risco grave para a vida e a propriedade e por isso emite sinal sonoro mesmo no modo “não perturbe”.



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