Moraes dá 48 horas para defesa de Bolsonaro se manifestar para decidir sobre prisão domiciliar

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, aguarda uma nova manifestação da defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro antes de decidir se mantém ou revoga a prisão domiciliar.
Moraes concedeu prazo de 48 horas para que os advogados apresentem novos argumentos sobre o episódio envolvendo a apreensão de uma arma registrada em nome de Bolsonaro.
A manifestação da defesa deve ser a última etapa antes da decisão do ministro. A Procuradoria-Geral da República (PGR) já enviou parecer ao STF defendendo a manutenção da prisão domiciliar. No documento, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, afirma que não há elementos que indiquem o cometimento de uma falta grave capaz de justificar a revogação do benefício.
Segundo a PGR, esse entendimento se baseia na investigação da Polícia Civil do Distrito Federal, que decidiu não indiciar o ex-presidente no caso da pistola registrada em seu nome e apreendida com um sargento durante uma blitz no DF.
Apesar de defender a manutenção da prisão domiciliar, a PGR pediu que a arma permaneça apreendida.
Jair Bolsonaro cumpre prisão domiciliar temporária desde março, após autorização de Alexandre de Moraes por razões de saúde. O prazo inicial da medida, de 90 dias, terminou na semana passada. No entanto, o episódio envolvendo a arma adiou a decisão sobre a continuidade da prisão domiciliar, que deve ser anunciada nos próximos dias.



