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Governo envia observadora da embaixada do Brasil para acompanhar audiências sobre tarifaço nos EUA

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julho 6, 2026
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Governo envia observadora da embaixada do Brasil para acompanhar audiências sobre tarifaço nos EUA


O governo brasileiro enviou uma observadora da embaixada do Brasil em Washington para acompanhar as audiências públicas do Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos. Os encontros são uma das etapas da discussão sobre a possível aplicação de taxação de 25% sobre produtos brasileiros.

O Itamaraty não admite que seja uma resposta ao pré-candidato Flávio Bolsonaro, e reforça que as audiências são destinadas às manifestações do setor privado e da sociedade civil. A diplomacia também afirma que está negociando no nível governo-governo.

O tema econômico ganhou ainda mais contornos políticos com a ida do senador para Washington. Ele deverá participar da audiência nesta terça-feira. Como o PIX é um dos alvos da investigação dos Estados Unidos, Flávio aproveitou para criticar o governo.

“Queria entender o que passa na cabeça de uma pessoa que não enxerga a força que o Lula faz para que os produtos brasileiros sejam tarifados pelos Estados Unidos. Para ele usar a falsa narrativa de defesa da soberania. Ele está se lixando para a soberania brasileira por causa do efeito Lula. É que hoje o Brasil tem chance de ser tarifado”, disse.

Mais de 300 contribuições de entidades e empresas brasileiras e americanas foram protocoladas no USTR. Nos dois dias de audiências, serão 14 painéis temáticos, com representantes dos produtores brasileiros, clientes norte-americanos e entidades de classe.

Uma projeção da Confederação Nacional da Indústria (CNI) aponta que, caso o governo dos Estados Unidos adote as novas propostas de taxação contra o Brasil – de 25% e 12,5% – cerca de 4.187 produtos exportados pelo Brasil serão afetados, o equivalente a US$ 14,9 bilhões em exportações.

Segundo o superintendente da Federação das Indústrias do Paraná, João Arthur Mohr, entre os pontos que os empresários responderam no primeiro dia de oitivas, estão se as novas tarifas afetariam a economia americana e se existem substitutos de qualidade; se há formas de a indústria americana produzir os itens que hoje são importados ou ainda se indústrias brasileiras exportadoras poderiam se instalar nos Estados Unidos.

Nesta terça, a diretora de Comércio Exterior da Associação da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), Patricia Gomes, vai defender a exclusão do setor de uma possível sobretaxa. Conforme a entidade, mais de 80% das exportações do setor para os Estados Unidos ocorrem entre empresas do mesmo grupo, o que acabaria por punir as próprias indústrias americanas.

Equipes dos governos brasileiro e americano também se reúnem nesta semana para a última rodada de negociações de alto nível. O Brasil aceita discutir temas como tarifas preferenciais, mas já avisou que o PIX é inegociável.



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