Polícia conclui reprodução simulada do latrocínio de casal de idosos em Belo Horizonte

Após mais de três horas de trabalhos, a Polícia Civil de Minas concluiu a reprodução simulada do latrocínio – roubo seguido de morte – de um casal de idosos, em Belo Horizonte. Agora, a expectativa é que o inquérito seja finalizado até a próxima segunda-feira, dia 13 de julho.
A atividade foi realizada no apartamento das vítimas, no bairro São Pedro, na região Centro-Sul da capital, e teve como objetivo esclarecer a dinâmica do crime, reconstituindo, com base nas informações colhidas durante a investigação, o passo a passo do duplo latrocínio. A autora confessa, a diarista Paola Cirino, de 30 anos, que está presa preventivamente, participou da reprodução e colaborou com os investigadores. Durante os trabalhos, ela permaneceu algemada.
Na saída do apartamento, o advogado Bruno Correa, que defende a investigada, afirmou que pediu à Polícia Civil a realização do laudo de incidente de insanidade mental da investigada, devido ao histórico dela de doenças psiquiátricas. Inclusive, o defensor afirma que a reprodução simulada foi difícil devido ao esquecimento da diarista dos fatos.
“Foi uma reprodução conduzida com muita técnica por parte da Polícia Civil. Não foi uma reprodução fácil de fazer, principalmente para Paola. Em diversos momentos nós tivemos que pausar a reprodução para se recuperar, para ela recordar o que aconteceu. E, em diversos momentos houve confusão, ela não conseguiu explicar de forma clara, inequívoca, o que que aconteceu dentro do apartamento. A reprodução, ela formaliza o que aconteceu e também, sob a ótica da defesa, o que não aconteceu. O nosso trabalho vai continuar profícuo, respeitando, principalmente, a integridade da família”, afirmou.
A Polícia Civil informou que vai deliberar sobre o pedido da defesa.
Conforme as investigações, Paola Cirino confessou ter dopado e assassinado o advogado Cláudio Inácio, de 75 anos, e a mulher dele, a empresária Maria Clotilde Inácio, de 76, no dia 29 de junho. Após matar o casal, a investigada roubou diversos bens da família e vendeu os objetos no Centro de Belo Horizonte. Ela foi presa três dias depois em um hotel em Itabira, na região Central do estado.
Após presa, a diarista afirmou que cometeu o crime sob efeitos de remédios, como ansiolíticos. Porém, exames realizados pela Polícia Civil descartaram o uso de qualquer substância química por ela. Dessa forma, a Instituição acredita que a diarista provavelmente foi ao imóvel com a intenção de roubar o casal, mas a situação acabou escalonando para o latrocínio.
Nos últimos dias, a Polícia Civil recuperou a faca usada no crime e, também, parte dos bens das vítimas. Entre eles, 11 relógios, 1 bracelete e 2 tênis, além dos celulares, que foram devolvidos pelos compradores.



