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Caiado diz que Flávio Bolsonaro precisa lidar com crises sem 'buscar apoio do pai'

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julho 14, 2026
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Caiado diz que Flávio Bolsonaro precisa lidar com crises sem 'buscar apoio do pai'


Com a nova estratégia de campanha para se contrapor ao pré-candidato Flávio Bolsonaro, o presidenciável pelo PSD, Ronaldo Caiado, voltou a criticar o senador nesta terça-feira (14).

Ao comentar a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, que suspendeu as visitas de Flávio ao pai, Jair Bolsonaro, Caiado disse que candidatos precisam demonstrar independência e capacidade de lidar com crises sem, nas palavras do goiano, “correr para buscar apoio do pai”.

Caiado ainda acrescentou que esse tipo de debate empobrece as discussões políticas, cujo foco deveriam ser os problemas enfrentados pelos brasileiros:

“Pega a carta do pai e vai ler a carta. Agora já não pode falar com o pai… Gente, o que isso tem a ver com a vida do brasileiro? Eu acho que precisa parar e respeitar o ex-presidente Jair Bolsonaro e deixar de explorar o pai, deixar de explorar a figura do ex-presidente. Liderança, ela não se transfere. Liderança se constrói”, disse.

Como adiantado pela CBN, a campanha de Caiado tem se afastado e criticado de forma mais dura a pré-candidatura de Flávio Bolsonaro. Segundo interlocutores, esse é o momento para apresentar Caiado como uma alternativa ao eleitor de centro-direita e colocá-lo como alguém com mais chances de derrotar o PT nas urnas.

Zema critica STF e Moraes

Já o pré-candidato do Novo, Romeu Zema, aproveitou o assunto para criticar o STF e Alexandre de Moraes. Ataques à atuação da Corte e à discussão de impeachment de ministros costumam ser um assuntos de interesse do eleitor de direita.

Em entrevista para a CBN Santos, Zema subiu o tom e chamou a decisão de Moraes de “perseguição política” contra a família Bolsonaro:

“Aqui no Brasil, o ministro do Supremo está perdendo tempo avaliando carta que alguém que está detido envia ou não envia. Isso, para mim, é coisa para juiz de primeira instância, para desembargador e não para o Supremo Tribunal Federal. É uma disfuncionalidade do Brasil e uma perseguição política”, alegou.

Na entrevista, Zema também citou que, quando preso, o presidente Lula também se comunicou por cartas, argumento que tem sido utilizado por bolsonaristas desde a determinação de Moraes.



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