Tecnologia para customizar em escala

A Comp, startup voltada para a áreas de recursos humanos, nasceu com a inteligência artificial no centro do negócio. A tecnologia organiza o contexto de cada cliente para apoiar decisões sobre pessoas e executar parte desse trabalho. De um lado, isso permite customizar as entregas. E, de outro, ganhar escala para crescer, como explica o CEO e cofundador Pedro Bobrow.
“Para nós, ser AI Native significa que a IA é o sistema de trabalho. Todas as informações da empresa estão dentro de uma grande camada de contexto. Todas as decisões que a gente faz tornam um contexto para decisões futuras, que por sua vez são retroalimentadas para essa inteligência. No limite, hoje, a IA é uma entidade que nos ajuda a tomar decisões e executar trabalho e não apenas um copiloto. No nosso caso, mais gente não ia ser a solução pra gente conseguir fazer o que a gente faz. Então IA é algo fundamental para nossa operação”.
Na prática, isso permite transformar um trabalho historicamente artesanal em uma operação escalável, sem entregar a mesma solução para todos os clientes.
“A IA consegue escalar decisões que são super específicas para cada nuance de cada cliente. Então ela está trazendo decisões que eram super artesanais, manuais e pouco escaláveis para algo escalável. Então significa que a gente está combinando engenharia com pessoas, com IA. O humano vai lá e pilota isso e assim a gente consegue escalar personalização. Então a gente quebrou esse paradoxo de ou eu tenho escala ou tenho personalização”.
O resultado aparece no crescimento. Em doze meses, a Comp quadruplicou de tamanho e conta com uma carteira de centenas de clientes. É um típico exemplo de empresa onde inteligência artificial não entrou depois para acelerar processos. Desde a origem, ela ajudou a definir como o produto seria entregue e como a empresa cresceria.



