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MG faz maior operação de resgate de pessoas em situação de trabalho escravo do ano

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julho 30, 2026
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MG faz maior operação de resgate de pessoas em situação de trabalho escravo do ano


A maior operação de resgate de trabalhadores em situação de trabalho escravo realizada em Minas Gerais neste ano, libertou 89 pessoas que atuavam na colheita de café em três propriedades rurais da Zona da Mata. A força-tarefa, coordenada pela Auditoria-Fiscal do Trabalho, contou com a participação do Ministério Público do Trabalho, da Polícia Federal e do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho.

A operação ocorreu entre os dias 19 e 29 de julho e alcançou fazendas nos municípios de Mutum, Alto Caparaó e Santana do Manhuaçu. Ao todo, foram resgatados 45 trabalhadores em uma propriedade, 32 em outra e 12 em uma terceira.

Segundo a fiscalização, todos trabalhavam sem registro em carteira e enfrentavam condições degradantes, como explica o superintendente regional do Trabalho e Emprego em Minas Gerais, Carlos Alberto Calazans:

“Encontramos as condições mais precárias possíveis, as pessoas trabalhando em condições muito degradantes, todos sem carteira assinada e repousando em alojamentos muito precários, em condições insalubres sem banheiro adequado, sem ter alimentação adequada, e trabalhando em péssimas condições”.

Nas frentes de trabalho não havia banheiros, obrigando os trabalhadores a fazerem as necessidades no mato. Também faltavam equipamentos de proteção individual, e os alojamentos de duas propriedades apresentavam condições precárias de higiene e conforto, incompatíveis com a dignidade dos trabalhadores.

De acordo com a Auditoria-Fiscal do Trabalho, a operação foi motivada pelo aumento das denúncias durante o período da colheita do café, quando cresce a contratação de trabalhadores migrantes vindos de diferentes regiões do estado e do Nordeste. Para reforçar a fiscalização, uma equipe especializada foi deslocada para atuar exclusivamente na apuração de denúncias de trabalho escravo contemporâneo.

A Superintendência Regional do Trabalho em Minas Gerais afirmou que continuará intensificando as ações de fiscalização em atividades consideradas mais vulneráveis, como a cafeicultura, para combater violações de direitos e garantir condições dignas de trabalho.



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