Marinha dos EUA pode renomear navio que iria homenagear militar negro para Trump, diz imprensa americana

Lideranças da Marinha americana estão debatendo a possibilidade de renomear um porta-aviões em homenagem ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Isso ocorreria com o navio ainda em construção USS Doris Miller, que homenageia um marinheiro negro que operou uma metralhadora antiaérea durante o ataque a Pearl Harbor, no Havaí.
Miller ficou marcado por nunca ter tido treinamento para isso. Ele trabalhava como auxiliar de cozinha e, em meio ao tiroteio, usou a metralhadora, sendo reconhecido por ter abatido ao menos um avião japonês.
Além disso, posteriormente, retirou marinheiros feridos levando para locais seguros. Por conta disso, Miller foi o primeiro militar negro a receber a Cruz da Marinha, a segunda maior honraria da Marinha.
A informação é detalhada pela imprensa americana, como a rede de TV CNN e a CBS News.
O USS Doris Miller seria o primeiro porta-aviões a receber o nome de um marinheiro negro e alistado. A decisão e o anúncio de nomear o porta-aviões em homenagem a Miller foram feitos durante o primeiro mandato de Trump.
Donald Trump, presidente dos Estados Unidos — Foto: Divulgação/Casa Branca
Essas discussões duram alguns meses já e ainda não há uma definição sobre o assunto, dizem fontes para a CBS.
Miller está sendo considerado para a Medalha de Honra, mas que ainda não foi aprovado pela Casa Branca. Destroieres costumam receber nomes de condecorados com a Medalha de Honra, enquanto porta-aviões geralmente são nomeados em homenagem a presidentes.
A autoridade para nomear navios cabe ao secretário da Marinha, mas os secretários de Defesa costumam estar profundamente envolvidos nas decisões sobre os nomes dos porta-aviões, o que significa que a decisão será tomada pelo secretário de Defesa, Pete Hegseth, e pelo secretário interino da Marinha, Hung Cao.
O navio, o quarto porta-aviões da classe Ford para a Marinha, poderá estar entre os primeiros a possuir o sistema de lançamento por catapulta encomendado por Trump, que utiliza vapor em vez de catapultas eletromagnéticas.



