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Justiça mantém prisão de seguranças envolvidos na morte de ciclista em Copacabana

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agosto 23, 2026
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Justiça mantém prisão de seguranças envolvidos na morte de ciclista em Copacabana


A Justiça do Rio de Janeiro manteve, neste sábado (22), a prisão temporária de dois seguranças investigados pela morte de Cláudio Rafael Landeiro, espancado em Copacabana após ser acusado, sem provas, de roubar uma bicicleta. A decisão foi tomada pelo juiz Rafael de Almeida Rezende durante audiência de custódia.

Dois entregadores também foram presos por suspeita de envolvimento no crime. Eles ainda passarão por audiência de custódia.

Com as quatro prisões, a Polícia Civil concentra agora as investigações em diferentes frentes. Os agentes tentam identificar pessoas que estavam na região e podem ter presenciado Cláudio ferido, além de buscar um quinto homem que aparece de moletom nas imagens das agressões.

A polícia também analisa vídeos de câmeras de segurança e outras informações para reconstruir a dinâmica do crime e determinar a participação de cada suspeito.

Outra linha da investigação é descobrir quem contratava os seguranças David Santos Machado e Jorge Luiz Ricardo de maneira irregular. Os investigadores querem identificar os estabelecimentos ou serviços para os quais eles trabalhavam e os responsáveis pelas contratações.

Entregador admite participação nas agressões

Preso na sexta-feira (21), o entregador Felipe Eduardo dos Santos Silva afirmou à polícia que segurou Cláudio durante as agressões e deu quatro chutes nas costas da vítima.

Segundo o depoimento, Felipe deixou o local ao perceber que um dos seguranças poderia matar Cláudio. Ele relatou que o homem usava um taco de madeira e desferia golpes principalmente na cabeça da vítima.

Felipe disse que chegou a pensar em socorrer Cláudio, mas teve medo de intervir porque considerava que o segurança estava “transtornado”.

Cláudio foi atacado por um grupo formado por seguranças e entregadores depois de ser apontado como suspeito de roubar uma bicicleta. A investigação, porém, não encontrou evidências de que o veículo tivesse sido furtado. A bicicleta pertencia à irmã da vítima.

Como começaram as agressões

Em depoimento, Felipe contou que trabalhava como entregador de aplicativo e estava com dois colegas na Rua Viveiros de Castro quando outro entregador apareceu dizendo que um segurança tentava capturar um suposto ladrão de bicicleta.

Felipe e um colega seguiram até a Rua Barata Ribeiro, onde encontraram o segurança com um taco de madeira. Segundo ele, o homem afirmou que o suspeito havia roubado uma bicicleta e fugido em direção à Avenida Princesa Isabel.

Na Rua Felipe de Oliveira, os entregadores encontraram Cláudio caminhando pela calçada. Eles perguntaram onde estava a bicicleta e por que ele a teria roubado. De acordo com Felipe, Cláudio não respondeu e se sentou na entrada de um prédio.

Pouco depois, o segurança chegou e apontou Cláudio como o autor do suposto roubo. Ainda segundo o depoimento, o homem deu o primeiro golpe na vítima, que tentou fugir. Felipe então afirmou ter segurado Cláudio e ajudado a derrubá-lo. Em seguida, deu quatro chutes nas costas dele.

Depois, o entregador disse ter revistado os bolsos de Cláudio e encontrado apenas uma carteira com papéis velhos. Ele afirmou que jogou o objeto fora ao deixar o local.

Felipe negou intenção de matar Cláudio e disse que não o segurou para facilitar as agressões. Segundo ele, a intenção era impedir que a vítima fugisse, porque acreditava que ela havia roubado a bicicleta. O entregador afirmou ainda que foi levado ao erro pelas acusações feitas pelo segurança e percebeu depois que a situação havia saído do controle.

Ele também declarou que nunca havia visto Cláudio antes, não conhecia os seguranças e não tinha relação anterior com eles. Disse, ainda, que não conhecia o quarto homem registrado nas imagens das agressões.



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