Após dois ouros inéditos, técnica da ginástica rítmica mira título olímpico: 'grande sonho'

A seleção brasileira de ginástica rítmica vive um dos melhores momento de sua história. Depois de conquistar duas medalhas de ouro no Campeonato Mundial de Frankfurt, na Alemanha, o Brasil já mira o principal título que falta à modalidade: o olímpico.
Em entrevista ao CBN Esportes, a técnica Camila Ferezin comemorou os resultados e lembrou a trajetória até o topo. Ouça:
O Brasil conquistou o bronze no conjunto geral e garantiu antecipadamente a vaga para os Jogos de Los Angeles, em 2028. No dia seguinte, vieram os dois ouros: na série mista, ao som de “Abracadabra”, de Lady Gaga, e na apresentação de cinco bolas, com “Feeling Good”, de Nina Simone.
Camila também contou como são escolhidas as músicas que embalam as apresentações. Segundo ela, o processo começa depois da principal competição do ano e envolve diferentes profissionais da equipe.
Para a série mista, a seleção optou por “Abracadabra” após o sucesso do show de Lady Gaga no Rio de Janeiro. “Ela é conhecida mundialmente e o que é legal é porque dá pra criar movimentos desconstruídos”, explicou.
Brasil conquista ouro no Mundial de Ginástica Rítmica — Foto: CBG
Já “Feeling Good” foi uma escolha da própria técnica. A música, segundo ela, combinava com o momento vivido pelas atletas brasileiras.
“Eram meninas, hoje mulheres mais experientes, empoderadas, vivendo uma fase linda. Quando a gente conquistou ano passado essa primeira medalha, não tinha significado melhor do que essa música”, disse.
A técnica também revelou que a estratégia deve mudar nos próximos anos. A seleção costuma se afastar de músicas brasileiras no início do ciclo olímpico e retomar elementos da cultura nacional mais perto dos Jogos.
Medalha olímpica é o próximo objetivo
Depois dos resultados históricos no Mundial, Camila afirma que a equipe não pretende diminuir o ritmo. O objetivo agora é conquistar a medalha olímpica que ainda falta à ginástica rítmica brasileira.
“É o nosso grande sonho, nosso grande objetivo. É o que nos falta ainda: a medalha olímpica na ginástica rítmica”, afirmou.
Para alcançar a meta em Los Angeles, as atletas chegam a treinar oito horas por dia, com preparação física, balé clássico e treinamento técnico, além do acompanhamento de uma equipe multidisciplinar.
Camila reconhece que o caminho será difícil, mas aposta na trajetória construída pela seleção. “Um diferencial das nossas leoas é que a gente nunca desistiu, mesmo nos momentos mais difíceis”, afirmou.
Agora, com dois anos até os Jogos de Los Angeles, a equipe brasileira quer transformar o momento histórico em uma conquista ainda maior: “A gente vai trabalhar ainda mais duro com esse sonho de trazer essa medalha olímpica pro nosso país”.



