Após reunião com ministro de El Salvador, Flávio diz que Brasil deveria ter mais pessoas presas

O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro, do PL, afirmou que o Brasil deveria ter mais pessoas presas.
A declaração foi dada após uma reunião entre ele e o ministro da Justiça e Segurança Pública de El Salvador, Gustavo Villatoro, na capital paulista.
Flávio disse que o encontro foi proveitoso, destacou a política do país da América Central como um exemplo e reforçou os planos de construir mais presídios e endurecer a legislação penal.
“Tem pouco preso no Brasil, tinha que ser mais, só não tem mais porque a legislação é frouxa. Então, por isso nós vamos criar mais meio milhão de vagas em presídios para que ladrão de celular que comece com pena de no mínimo 8 anos de cadeia fique preso, com a pena seja preso, mas fique preso, então no nosso governo a legislação vai mudar, os presídios vão deixar de ser escolas do crime e vão ser exemplo, exemplo para o seguinte, você que for preso, entenda, você não vai sair rápido, você vai ficar preso, você vai pagar pelos crimes que você cometeu.”
Segundo o candidato, o orçamento permitirá as construções de presídios porque ele pretende cortar despesas e burocracias e reduzir a taxa básica de juros.
O governo do presidente de El Salvador, Nayib Bukele, tem sido citado como inspiração por candidatos como Flávio Bolsonaro; Renan Santos, do Missão; e Romeu Zema, do Novo, na área da segurança.
Bukele estabeleceu medidas consideradas controversas, como a construção de megaprisões e prisões de milhares de pessoas sem mandado.
Questionado por jornalistas sobre a PEC do fim da escala 6×1, Flávio fez um aceno às mulheres e defendeu que o trabalhador escolha a própria escala, com mais ou menos dias de trabalho:
“Tem muita mulher, por exemplo, que não tem condições de trabalhar 8, 7 ou 6 horas por dia. Pode trabalhar só 4 horas por dia porque não tem com quem deixar os seus filhos. Então com a nossa proposta alternativa essa, que vai ser uma remuneração com todos os direitos trabalhistas garantidos, mas por horas trabalhadas, o trabalhador escolhe qual é a sua jornada de trabalho, escolhe se vai trabalhar sexta, sábado, domingo, segunda, terça, os melhores dias, se vai trabalhar dois dias na semana, um só, ou se vai trabalhar ou se vai trabalhar mais dias porque temos que dar liberdade para o trabalhador com todos os seus direitos garantidos.”
Participaram da reunião, ainda, Sérgio Moro, candidato do PL ao Governo do Paraná; Guilherme Derrite, do Progressistas, e André do Prado, também do PL, candidatos ao Senado por São Paulo; e Gil Diniz, candidato do PL a deputado federal por São Paulo.



