Mendonça libera para julgamento no plenário do STF relatório da PF sobre suposta relação entre Moraes e Vorcaro

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, liberou neste domingo (6) para julgamento no plenário da Corte o relatório da Polícia Federal que apontou uma suposta relação entre o ministro Alexandre de Moraes e o empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
Agora, cabe ao presidente do STF, ministro Edson Fachin, decidir quando o caso será analisado pelo plenário. Fachin também vai definir se a sessão será aberta ou fechada.
A tendência, no entanto, é que o presidente da Corte aguarde as manifestações dos envolvidos antes de tomar uma decisão.
Na quinta-feira (3), Fachin deu um prazo de cinco dias para que André Mendonça, Alexandre de Moraes, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, prestem informações sobre os acontecimentos que levaram à atual crise no Supremo.
Na semana passada, Mendonça retirou o sigilo do relatório da Polícia Federal e encaminhou o documento à Presidência do STF e à Procuradoria-Geral da República para manifestação. A medida aumentou a tensão entre os ministros.
O relatório reúne mensagens trocadas entre Daniel Vorcaro e Alexandre de Moraes e aponta uma suposta relação entre os dois.
Na terça-feira (1º), a PGR se manifestou pela nulidade da investigação conduzida por Mendonça, que apura essa relação.
Em resposta, Moraes encaminhou a Fachin um pedido de investigação contra Mendonça, ampliando a crise dentro da Corte.
Na petição, Moraes afirmou haver fortes indícios de improbidade administrativa, abuso de autoridade, crime de responsabilidade e favorecimento a determinados grupos políticos na atuação de Mendonça como relator dos casos envolvendo o Banco Master e o INSS.
O pedido foi apresentado no âmbito do inquérito das fake news. Fachin, no entanto, decidiu retirar o pedido de Moraes do escopo desse inquérito.



