Trump presentou assessora próxima com US$ 45 mil em dinheiro vivo, diz jornal

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, presenteou sua assistente executiva Natalie Harp, chamada de ‘impressora humana’ pelo hábito de imprimir informações para o mandatário onde quer que esteja, com US$ 45 mil (R$ 229 mil reais) em dinheiro vivo, informou a imprensa americana.
Outras duas funcionárias da Casa Branca, Margo Martin e Chamberlain Harris, receberam quantias semelhantes, segundo o jornal Washington Post.
As três mulheres descreveram os pagamentos como ‘presentes em dinheiro de fim de ano’, informou o jornal, que cita formulários de declaração patrimonial.
Harp acompanha Trump em quase todos os eventos durante seu segundo mandato. Além de imprimir informações, ela redige mensagens nas redes sociais em nome dele.
A jovem recebe US$ 150 mil (R$ 763 mil reais) por ano como assessora especial e assistente executiva do presidente, segundo um relatório anual apresentado ao Congresso.
Um porta-voz da Casa Branca defendeu os presentes.
‘É uma prática de longa data de Trump dar presentes de Natal a pessoas de seu círculo, incluindo, em algumas ocasiões, funcionários e colaboradores’, disse.
A fonte acrescentou que os presentes não estão relacionados às funções desempenhadas por estas pessoas, o que significa que são ‘completamente admissíveis de acordo com as normas legais e éticas pertinentes’.
Donald Trump, presidente dos Estados Unidos — Foto: Divulgação/Casa Branca
Uma reportagem publicada em agosto pelo jornal Daily Beast revela duas supostas cartas trocadas entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e sua assessora, Natalie Harp, que ficou marcada nos últimos dias pela relação próxima com o presidente.
Os escritos, de 2023, ou seja, antes de Trump retornar à presidência, revelam uma relação de intimidade entre os dois. Em uma, Harp chega a dizer que Trump é ‘tudo que importa para mim’.
As cartas, segundo a reportagem, teriam sido obtidas por uma fonte do governo americano pelo escritor Michael Wolff, biógrafo do republicano.
As cartas teriam sido trocadas durante ou após a agora assessora estar com Trump em uma viagem para Irlanda e a Escócia. Na época, ela tinha 31 anos, enquanto o presidente americano, 76.
No texto, Natalie diz que tinha inveja das mulheres ‘cujo único trabalho parece ser conversar com você e ficar bonitas’.
‘Quero que as coisas estejam sempre bem entre nós. Também sei que estive distraída durante toda a semana (esquecendo de comer ao longo dos dias e até esquecendo de dormir, conseguindo dormir apenas algumas horas de cada vez)’, diz um dos textos.
As cartas foram encontradas por integrantes da equipe de Trump, segundo Wolff.
Harp trabalha fora do Salão Oval e trabalha no acesso ao presidente americano. Ela é marcada por trabalhar todos os dias, inclusive aos domingos.
Trecho de uma das cartas vista pelo jornal Daily Beast. — Foto: Reprodução
Em uma carta, Harp diz que achava ser a única ‘deixada para trás’ e que não fazia ‘ideia de que o carro da Margot também tinha sido parado e mandado de volta ao aeroporto’. Margot é a assessora de comunicação de Trump, Margot Martin, que, segundo o jornal, também estava na viagem.
Ela pede desculpas por ter ligado para o republicano pedindo ajuda e por ter caminhado em vez de usado carrinho em um campo de golfe.
‘Se houver qualquer outra coisa que eu tenha feito que tenha causado problemas para você, por favor, me perdoe’.
‘Não porque eu me importe com o que as outras pessoas pensam, mas porque vejo a mim mesma sendo rebaixada aos seus olhos e na boa opinião que você tem de mim. Esse é o medo que você vê, porque nunca quero trazer nada além de alegria para você’, declara o texto.
Natalie completa chamando Trump de ‘guardião e protetor nesta vida’.
Em outra carta, ela agradece Trump por ajudar a ‘desconectar’, declarando que gostou de ter passado tempo com ele em um campo de golfe.
‘Eu não fazia ideia da rapidez com que estava me aproximando de um burnout e começando a sentir inveja daquelas cujo único ‘trabalho’ parece ser conversar com você e ficar bonitas. Eu quero esse trabalho!!’, ela afirma.
Harp continua dizendo que tenta se manter à tona com tudo e que sentia saudades da época em que apresentava o talk show One America News Network, quando Trump ligava para ela.
‘Gostaria de poder ouvir todas as conversas, porque é quando você está se divertindo, se afastando de tudo, pelo menos por alguns instantes’.
‘E, por favor, quando eu falhar, você vai me dizer? Você tem todo o direito de me xingar, se for necessário, quando eu merecer, porque ninguém me conhece ou se importa comigo mais do que você’, completa o outro texto.
Antes da divulgação da reportagens, apenas com as especulações sobre Harp, um porta-voz da Casa Branca, David Ingle, defendeu ela como ‘uma das assessoras mais leais e dedicadas da equipe do presidente Trump’.



