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Dark Horse: Marcos Pollon e Bia Kicis assinaram emendas destinadas a organizações de produtora

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setembro 10, 2026
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Dark Horse: Marcos Pollon e Bia Kicis assinaram emendas destinadas a organizações de produtora


Os deputados Marcos Pollon, do PL de Mato Grosso do Sul, e Bia Kicis, do PL do Distrito Federal, também assinaram emendas parlamentares destinadas a organizações presididas por Karina Gama, dona da produtora responsável pelo filme “Dark Horse”, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Segundo a Polícia Federal, a Academia Nacional de Cultura foi indicada para receber um milhão de reais em emendas de Pollon e 150 mil reais de Bia Kicis. Os recursos, porém, não chegaram a ser pagos.

A PF aponta que as emendas foram destinadas a São Paulo, embora Pollon tenha sido eleito por Mato Grosso do Sul e Bia Kicis pelo Distrito Federal. Para os investigadores, a diferença pode indicar descumprimento das regras que exigem relação entre o estado de origem do parlamentar e o local beneficiado.

Jim Caviezel no pôster de ‘Dark Horse’, filme sobre Jair Bolsonaro — Foto: Reprodução/Instagram/therealjimcaviezel

A investigação também aponta que o Instituto Conhecer Brasil, presidido por Karina Gama, recebeu dois milhões de reais em emendas assinadas pelo deputado Mario Frias, do PL de São Paulo. A PF apura suspeitas de desvios e afirma que recursos públicos podem ter custeado hospedagens em hotel de alto padrão, refeições e pagamentos a produtoras ligadas ao filme.

As informações constam do relatório que embasou a decisão do ministro Flávio Dino, do STF, que autorizou 49 mandados de busca e apreensão em São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará e no Distrito Federal. A operação Make Up foi realizada pela PF e pela CGU. Dino também proibiu Mario Frias de deixar o país e de manter contato com os demais investigados.

Procurada pela CBN, a deputada Bia Kicis afirmou em nota que a única emenda destinada à produção audiovisual foi de R$ 150 mil, para uma iniciativa com três episódios de caráter educacional e cultural, e que o valor não chegou a ser pago.

Segundo ela, em maio de 2026, pediu o cancelamento da indicação e avaliou o redirecionamento dos recursos para o Hospital de Amor de Barretos, em São Paulo. A deputada também negou associação com movimentações financeiras de maior valor citadas no relatório do Coaf e disse que os R$ 500 mencionados na decisão de Flávio Dino correspondem a uma contribuição para uma vaquinha pacífica.

Kicis afirmou ainda que a emenda seguiu os princípios da administração pública e repudiou interpretações que, segundo ela, associem o recurso a outras finalidades.

Já o deputado Marcos Pollon afirmou nas redes sociais que a emenda de R$ 1 milhão indicada por ele, em 2023, para o projeto audiovisual “Heróis Nacionais” não teve nenhum valor repassado à entidade investigada e, como a iniciativa não saiu do papel, ele pediu que os recursos fossem redirecionados ao Hospital de Amor de Barretos, em São Paulo.

Em resposta à suspeita sobre a destinação para São Paulo, apesar de ter sido eleito por Mato Grosso do Sul, Pollon disse que a emenda foi apresentada antes da decisão que restringiu esse tipo de transferência e argumentou que a própria regra prevê exceções para projetos de alcance nacional.

Dark Horse: operação da PF mira financiamento de filme sobre Bolsonaro

A Polícia Federal realiza, nesta quinta-feira (10), uma operação que apura o financiamento do filme Dark Horse, produção inspirada na vida do ex-presidente Jair Bolsonaro. A ação é realizada em conjunto com a Controladoria-Geral da União (CGU) para investigar suspeitas de desvio de recursos públicos oriundos de emendas parlamentares.

Ao todo, o Supremo Tribunal Federal (STF) expediu 49 mandados de busca e apreensão a serem cumpridos em São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará e Distrito Federal. Não foram expedidos mandados de prisão. A operação foi autorizada pelo ministro Flávio Dino, do STF. No despacho, Dino diz que os alvos estão proibidos de sair do território nacional sem comunicação prévia à Justiça, com recolhimento dos passaportes eventualmente emitidos em nome dos investigados.

Segundo a PF, levantamentos financeiros identificaram uma movimentação da ordem de centenas de milhões de reais entre as empresas que integram o esquema investigado. A Polícia Federal afirma que estão sendo apurados os crimes de peculato, falsidade documental, lavagem de dinheiro, organização criminosa e crimes licitatórios.

As investigações apontam a existência de uma organização criminosa formada por agentes públicos e privados, suspeita de direcionar verbas para empresas subcontratadas de forma irregular, sem comprovação da prestação dos serviços contratados. As tentativas de dissimular os desvios teriam se estendido até julho deste ano.

Um dos principais alvos é o deputado federal Mário Frias (PL-SP), que teve sete armas de fogo apreendidas pelos agentes. Karina Gama, produtora do filme, também é alvo da ação que contou ainda com a parceria da Controladoria-Geral da União (CGU) no rastreamento das emendas parlamentares.

Frias destinou R$ 2 milhões em emendas em 2024 ao Instituto Conhecer Brasil (ICB), presidido por Karina. Os valores foram pagos entre fevereiro e outubro de 2025. A PF apura se de fato os valores foram destinados ao filme ou acabaram desviados. A operação foi autorizada pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, e cumpriu 49 mandados de busca e apreensão em São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará e no Distrito Federal.

Além das armas de Mário Frias, a PF apreendeu celulares e computadores em endereços relacionados aos investigados. As sete armas estão registradas em nome de Mário Frias, mas estavam em um endereço diferente daquele declarado pelo parlamentar. A possível irregularidade na posse dos armamentos também será investigada.



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