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Dark Horse: Dino levanta sigilo de investigações sobre supostos desvios de dinheiro público para filme

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setembro 14, 2026
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Dark Horse: Dino levanta sigilo de investigações sobre supostos desvios de dinheiro público para filme


O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu levantar o sigilo das investigações sobre suposto esquema de desvio de dinheiro público ao filme Dark Horse neste domingo (13). O longa aborda sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro. Dino determinou a unificação das investigações envolvendo emendas parlamentares e verbas da prefeitura de São Paulo. 

O deputado federal Mário Frias é apontado nos autos como provável líder dessa organização criminosa. Além dos desvios, o relator destaca indícios de lavagem de dinheiro, confusão patrimonial entre entidades e possíveis conexões com a facção criminosa PCC. Diante da prerrogativa de foro e da conexão entre os fatos, o magistrado ordenou que a Polícia Federal assuma o caso, retirando-o da Polícia Civil de São Paulo.

Dino determinou que a Secretaria de Segurança de São Paulo entregue todos os celulares, computadores e documentos já apreendidos no estado para a PF. O ministro também autorizou que o COAF envie os relatórios financeiros do Instituto Conhecer Brasil e de sua dirigente, Karina da Gama, que é a produtora do filme sobre Bolsonaro, para rastrear o caminho do dinheiro

Jim Caviezel no pôster de ‘Dark Horse’, filme sobre Jair Bolsonaro — Foto: Reprodução/Instagram/therealjimcaviezel

A investigação aponta que Frias não atua apenas como autor de emendas parlamentares eventualmente desviadas por terceiros, mas como participante ativo do mecanismo financeiro sob apuração. Isso porque o parlamentar realizou repasses de valores para a produtora do Dark Horse, a Go Up Entertainment, em montantes incompatíveis com seus rendimentos declarados e capacidade financeira.

Há registros de transferências diretas realizadas pelo deputado à empresa Complexsys, contratada pelo Instituto Conhecer Brasil (ICB), administrado por Karina, que por sua vez repassava e devolvia recursos entre os envolvidos, caracterizando uma estrutura destinada à circulação e ocultação de verbas públicas.

“Essa circunstância faz com que ele transcenda a condição de mero autor de emendas parlamentares posteriormente desviadas por terceiros, e coloca o parlamentar federal como participante ativo da engrenagem financeira sob investigação, realizando movimentações incompatíveis com sua capacidade econômica conhecida e mantendo relações patrimoniais com integrantes do mesmo núcleo já identificado nas demais frentes investigativas”, disse Dino na sua decisão.

Tanto Mário Frias quanto Karina Gama foram alvos da operação Make Up da PF na última quinta-feira (10) envolvendo a suspeita de envio de mais de R$ 2 milhões em emendas parlamentares do deputado ao filme Dark Horse.



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