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Nunes descarta intervenção em empresa de ônibus citada em operação contra o PCC

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setembro 18, 2026
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Nunes descarta intervenção em empresa de ônibus citada em operação contra o PCC


O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, descartou a possibilidade de uma intervenção da gestão municipal na empresa de ônibus A2, citada na operação que investiga uma suposta infiltração do PCC no serviço de transporte público de São Paulo.

Segundo o prefeito, a empresa em si não é alvo das investigações, mas sim um dos sócios que já está afastado, conforme informou Nunes:

“Não tem ali, naquela visão judicial, uma ação, o envolvimento da A2 em si. O que tem é de um sócio e a outra empresa que ele teria participação. Essa sim, estaria sob investigação, mas essa empresa não tem contato com a prefeitura, portanto me foi sugerido por esse grupo de trabalho de que a gente pudesse solicitar o afastamento desse diretor de forma preventiva. Eles aceitaram, foi dado prazo de 24 horas. Se eles não aceitassem eu faria intervenção hoje, como aceitaram, esse diretor está afastado”.

O sócio da A2 já afastado é Paulo Sirqueira Korek Farias, conhecido como Paulo Camarão. Ele também é presidente do clube de futebol Água Santa, de Diadema, vice-campeão paulista em 2023.

Paulo está foragido, assim como outro alvo da operação, o ex-presidente da Câmara Municipal, Milton Leite, um antigo aliado de Ricardo Nunes.

Nesta quinta-feira (17), no dia que a operação foi deflagrada, Nunes chegou a dizer que tinha muito respeito pela história e trajetória de Milton Leite. Naquele momento, Leite dizia que estava viajando, mas que iria se entregar às autoridades, o que ainda não aconteceu.

No evento de hoje, Nunes mudou o discurso e disse que é “errado” o que o aliado está fazendo:

“Obviamente, se tem uma decisão judicial de prisão, se ele se comprometeu a se apresentar e não se apresentou, não sou eu, qualquer pessoa tem um entendimento de que não é correto. Aí é uma questão dos advogados dele e dele, mas lamento todo esse episódio”, afirmou.

Segundo as investigações do Ministério Público e da Polícia Civil, Milton Leite seria responsável direto pela operação de algumas empresas de transporte que teriam relação com o crime organizado. O ex-presidente da Câmara de São Paulo nega as acusações.



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