Secretário de Trump afirma que companhias aéreas iranianas vão parar de operar por sanções dos EUA

O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, alertou que, em dois dias, as companhias aéreas iranianas terão dificuldades para operar globalmente devido às sanções americanas, enquanto o governo Trump tenta manter a pressão sobre Teerã.
Em 23 de setembro, ‘todas as companhias aéreas iranianas ficarão sem voar em todo o mundo’, enfatizou Bessent em entrevista à CNBC.
‘Se elas pousarem, não será possível fornecer combustível, serviços de pouso ou vender passagens; caso contrário, o país ficará isolado do sistema do dólar’, acrescentou.
Washington e Teerã estão em guerra desde o final de fevereiro, quando os Estados Unidos e Israel lançaram uma ampla ofensiva na qual mataram o líder supremo da República Islâmica e altos comandantes militares.
O Irã respondeu bloqueando o Estreito de Ormuz, uma rota marítima crucial para o transporte de hidrocarbonetos, o que provocou um forte aumento dos preços mundiais de petróleo.
No início deste mês, os Estados Unidos impuseram sanções a ‘todas as companhias aéreas iranianas’ que ainda não haviam enfrentado esse tipo de penalidades.
Donald Trump, presidente dos Estados Unidos — Foto: Divulgação/Casa Branca
O Departamento do Tesouro também mirou contra outros atores que apoiam o setor da aviação do Irã, incluindo empresas com sede fora do país.
Bessent anunciou anteriormente o “Dia D econômico” contra o Irã, país que ele prometeu asfixiar financeiramente.
Seus novos comentários chegam um dia depois dele ter se reunido com o vice-primeiro-ministro chinês, He Lifeng, para um diálogo econômico prévio à cúpula entre os presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, e da China, Xi Jinping.
A China é um dos principais parceiros econômicos e apoios diplomáticos do Irã.
O setor da aviação iraniana lida, há muito tempo, com sanções que limitaram sua capacidade para adquirir novas aeronaves, peças de reposição e serviços de manutenção.
Presidente iraniano e autoridades vão aos EUA para ONU; Governo Trump nega mais vistos de delegação
Presidente iraniano, Masoud Pezeshkian. — Foto: Reprodução/Wikimedia Commons
O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, viajará nesta terça-feira (22) para Nova York para participar da Assembleia Geral das Nações Unidas, anunciou um porta-voz da presidência iraniana, citando a agência de notícias IRNA.
Os Estados Unidos aprovaram vistos para Pezeshkian, para o ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, e para uma delegação selecionada para participar da Assembleia Geral da ONU.
No entanto, uma parte da delegação teve os vistos negados, incluindo sua equipe de comunicação.
Pezeshkian será o oficial iraniano de mais alto escalão a entrar nos Estados Unidos desde o início da guerra no Oriente Médio, com os ataques conjuntos EUA-Israel contra o Irã em fevereiro.
‘Numa manobra hostil sem precedentes por parte do governo dos EUA, (o presidente dos EUA, Donald) Trump negou vistos americanos a certos membros da delegação presidencial de alto nível, incluindo membros de sua equipe de comunicação’, informou a agência de notícias estatal IRNA.
A agência de notícias Mehr também divulgou a matéria, citando um porta-voz da presidência iraniana, e acrescentou que Pezeshkian discursará na Assembleia Geral da ONU na quarta-feira.
Os Estados Unidos autorizaram a delegação iraniana a viajar para a Assembleia Geral da ONU, mas, tal como no ano passado, irão impor restrições.
Por exemplo, a delegação iraniana não terá permissão para comprar artigos de luxo ou outros itens, afirmou o Departamento de Estado na quinta-feira (17).
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, que fazia parte da delegação à ONU, deixou o Irã na noite de domingo para uma escala no Catar.
O Irã afirma ter transmitido aos EUA, por meio do Catar como mediador, as condições para a reabertura da estratégica rota de navegação de petróleo e gás do Estreito de Ormuz, que está bloqueada desde o início da guerra.
Os Estados Unidos, por sua vez, estão impondo um contrabloqueio aos portos iranianos.
Ataque dos Estados Unidos contra o Irã. — Foto: Reprodução



