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Discurso de Lula na ONU deve focar na democracia e soberania nacional em contraponto a Trump

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setembro 22, 2026
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Discurso de Lula na ONU deve focar na democracia e soberania nacional em contraponto a Trump


O presidente brasileiro Lula faz o discurso nesta terça-feira (22) na Assembleia Geral da ONU, em Nova York, nos EUA, sob grande expectativa. O líder brasileiro será o primeiro a discursar, como manda a tradição.

Segundo o Palácio do Planalto, o petista planeja centrar sua fala na defesa da soberania nacional. O presidente também deve defender a proteção das instituições democráticas e combater as ameaças externas de interferência nas eleições brasileiras.

O discurso de Lula na ONU não deve ter citações diretas ao presidente americano, mas deve destacar temas como não aceite a interferência nos assuntos internos do país, negociações de paz nas guerras pelo mundo e defesa do multilateralismo.

Além disso, após os recentes comentários de Trump sobre uma suposta falta de ação do governo brasileiro contra o PCC e CV, o assunto da segurança pública e narcotráfico também pode aparecer.

Apesar da expectativa em torno da passagem por Nova York, não há reunião bilateral formal agendada entre Lula e o presidente americano Donald Trump.

O décimo pronunciamento do líder brasileiro nas Nações Unidas começa às 10h e antecede o discurso do presidente americano Donald Trump. A menos de duas semanas das eleições no Brasil, Lula deve se posicionar como uma espécie de “anti-Trump” em temas centrais como democracia, comércio internacional e paz mundial.

A ideia é projetar uma imagem de estadista voltada a atrair eleitores não alinhados.

Os presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, e do Brasil, Lula, em encontro na Malásia — Foto: Ricardo Stuckert / PR

Lula pretende demonstrar que o enfraquecimento dos fóruns coletivos afeta diretamente a rotina das populações em setores críticos, como emergência climática, segurança alimentar, saúde pública e fluxos comerciais.

Segundo o Itamaraty, o discurso vai focar na defesa da soberania nacional, no respeito ao direito internacional e na não interferência de outros países em assuntos internos, como as eleições.

O governo americano é visto pela equipe de Lula como a principal ameaça externa pela força das big techs e pelo apoio de Trump a Flávio Bolsonaro. Nessa segunda (21), a posição do presidente brasileiro foi explicitada numa entrevista à CNN Internacional.

A segurança pública transnacional e a atuação contra o crime organizado também farão parte das diretrizes apresentadas pelo presidente do Brasil na tribuna da ONU.

A orientação da delegação brasileira é frisar a importância da cooperação policial e de inteligência entre os Estados.

Lula deve apresentar medidas adotadas pelo governo dele sem fazer menções nominais a facções específicas como o PCC e o Comando Vermelho, evitando embates abertos que alimentem a polarização política recente sobre a segurança pública doméstica.

As duas facções foram classificadas pelo governo americano como organizações terroristas, posição defendida pelo candidato Flávio Bolsonaro.

Nessa segunda (21), Lula manteve conversas com lideranças da esquerda dos Estados Unidos, como o senador independente Bernie Sanders e prefeito de Nova York, Zohran Mamdani.

Em NY, Lula dá entrevista à CNN e diz estudar lista de produtos para aplicar reciprocidade contra tarifaço de Trump — Foto: Reprodução/ CNN

No diálogo com Mamdani na residência oficial do embaixador Sérgio Danese, foram debatidas estratégias urbanas de erradicação da pobreza e troca de experiências administrativas.

Ainda na entrevista à CNN americana, Lula criticou abertamente o modelo de liderança exercido por Donald Trump no comércio internacional e voltou a falar em reciprocidade ao tarifaço.



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