CIA alerta Itália, França e Espanha para possível ataques de drones da Rússia, diz jornal

Os serviços de inteligência russos estão planejando operações com drones contra a Itália, a França e a Espanha. A informação foi divulgada pelo jornal espanhol El Mundo.
O jornal relata que um dossiê foi entregue aos serviços de inteligência dos três países pelo diretor da CIA, John Ratcliffe, e está sendo examinado pelos governos de Roma, Paris e Madri.
De acordo com o veículo, estariam sendo considerados lançamentos de drones Gerbera a partir de navios mercantes navegando no Mediterrâneo. Esses drones têm um alcance de 600 quilômetros, ficam escondidos em contêineres e são lançados do mar.
Se trata de uma versão menor do míssil Shahed, frequentemente usado pelos russos para desperdiçar munição antiaérea. Além disso, ainda pode transportar uma ogiva de quatro a cinco quilos.
Segundo o jornal, os três países estão sob escrutínio devido ao seu papel no apoio à Ucrânia e à presença de partidos contrários ao fornecimento de armas a Kiev: sobrevoos de drones, com ou sem cargas explosivas, estão espalhando o medo na população, podendo influenciar as próximas eleições.
O jornal relaciona esse alerta da CIA à decisão do presidente francês Macron de convocar líderes partidários ao Palácio do Eliseu para alertá-los sobre ameaças à França.
A Espanha, a França e a Itália, escreve o El Mundo, ‘terão campanhas eleitorais e eleições em 2027 e abrigam forças radicais capazes de explorar o medo e a desilusão com a Ucrânia. Especialmente na França e na Itália, existem laços ou posições claramente alinhadas aos interesses do Kremlin’.
Apesar disso, segundo a agência italiana Ansa, o caso ainda não atingiu nenhum nível operacional, seja de inteligência, diplomático ou militar.
Em meio a isso, alguns drones russos violaram o espaço aéreo da Moldávia, informou a presidente, Maia Sandu.
‘A guerra da Rússia coloca toda a Europa em perigo. Condenamos esta guerra e nos solidarizamos com a Ucrânia’, acrescentou Sandu.
EUA enviam tropas para OTAN em país próximo à Rússia, afirma presidente da Lituânia
Donald Trump ao lado de secretário-geral da OTAN em anúncio na Casa Branca. — Foto: ANDREW CABALLERO-REYNOLDS / AFP
O presidente da Lituânia, Gitanas Nauseda, revelou nesta terça-feira (22) que os Estados Unidos irão enviar tropas para o país, que faz parte da OTAN e está próximo da Rússia. Ele faz fronteira com a Bielorrússia, aliada com Vladimir Putin, e o enclave russo Kaliningrado.
Segundo Nauseda, as tropas já estariam a caminho. A publicação foi feita nas redes sociais.
Ele ainda agradeceu o presidente americano, Donald Trump.
‘A presença militar dos EUA na Lituânia é uma parte indispensável da nossa dissuasão e defesa coletiva’, afirmou.
O anúncio acontece logo após uma pressão russa e preparação da Europa para uma possível incursão. A França e Alemanha disseram que drones da Rússia entraram em seu território.
Em meio a acusações de fraude, partido de Putin conquista ‘número recorde’ em eleições, diz agência estatal
Presidente da Rússia, Vladimir Putin. — Foto: Sergey Bobylev / POOL / AFP
A agência estatal russa RIA anunciou nesta segunda-feira (21) que os resultados preliminares confirmam que o partido de Vladimir Putin deverá vencer as eleições russas, rigidamente controladas, com uma folga considerável.
‘O partido Rússia Unida conquistou um número recorde de cadeiras na Duma Estatal em toda a sua história de participação em eleições parlamentares’.
Conforme previsto nesse domingo (20), o partido Rússia Unida obteve 57,83% dos votos para as 225 cadeiras distribuídas entre os partidos, de acordo com os resultados preliminares. Isso ocorre com resultados apurados em mais de 95% das seções eleitorais, de acordo com a Comissão Eleitoral Central.
Outros 225 políticos foram escolhidos em eleições de voto único, e os resultados mostraram os candidatos do Rússia Unida à frente em 208 dessas eleições.
A eleição transcorreu praticamente sem oposição significativa a Putin e incluiu votações em partes de quatro regiões ucranianas ocupadas que a Rússia não controla totalmente.
Kiev classificou isso como ilegal e a UE disse que era uma ‘violação flagrante do direito internacional’.
A mídia estatal noticiou que os outros quatro partidos, que quase sempre votam com o de Putin, tiveram o seguinte percentual:
- Partido Comunista da Federação Russa – 13,81%
- Partido Liberal Democrático da Rússia – 8,98%
- Partido Novo Povo – 7,96%
- Partido Rússia Justa – pouco mais de 5%
O presidente da Comissão Eleitoral Central da Rússia afirmou que a participação eleitoral foi de 59,32%, segundo informações da mídia estatal. Ella Pamfilova acrescentou que os resultados finais serão anunciados em 25 de setembro, segundo a agência TASS, e que o partido de Putin deverá conquistar 355 cadeiras.
Anteriormente, o partido Rússia Unida tinha 310 cadeiras e precisava de pelo menos 300 para manter sua supermaioria e a capacidade de aprovar mudanças constitucionais sem o apoio de outros partidos.
Assim, Putin está prestes a obter uma vitória significativa. Antes das eleições, o líder russo apresentou a votação como um teste de apoio à guerra.
A eleição começou na sexta e terminou nesse domingo (20). O presidente Vladimir Putin foi um dos primeiros a votar.
A UE classificou as eleições como uma ‘farsa’, enquanto analistas apontaram para relatos de ‘violações eleitorais em larga escala’ e alegações de manipulação de eleitores.
A Ucrânia também chamou todo o processo de uma ‘farsa’.
‘Se trata de uma farsa encenada pela potência ocupante, que nada tem em comum com eleições democráticas e não cria qualquer base legal para estender a jurisdição russa a qualquer parte do território ucraniano. A Ucrânia não reconhece nem a realização dessas ‘eleições ilegais’ nem os seus resultados, que são nulos e sem efeito’, afirmou o Ministério das Relações Exteriores da Ucrânia em um comunicado.
Mulher vota em eleições parlamentares russas em Donetsk, na Ucrânia. — Foto: STRINGER / AFP



