Eleições 2026: Ronaldo Caiado (PSD) participa da Sabatina do Ouvinte da CBN

A partir desta segunda-feira (28), a CBN apresenta a Sabatina do Ouvinte, série em que candidatos à Presidência respondem a perguntas da audiência sobre temas que estão entre as principais preocupações dos brasileiros.
Foram convidados Augusto Cury (Avante), Flávio Bolsonaro (PL), Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Renan Santos (Missão) e Ronaldo Caiado (PSD). Caiado é o primeiro entrevistado.
Saúde e inteligência artificial
Ouvinte Cristina pergunta: Você pretende utilizar inteligência artificial no Sistema Único de Saúde (SUS)? De que forma?
Eu sempre fui muito atento a tudo isso que significa um avanço na área de tecnologia e inovação. Para você ter uma ideia, quando eu cheguei ao governo de Goiás, em 2019, fiz uma parceria com a universidade federal, junto também com a livre iniciativa.
E nós criamos, em Goiás, o Centro de Excelência em Inteligência Artificial, em 2019. Ninguém falava, naquela época, em inteligência artificial. E, a partir dali, nós fomos evoluindo, e hoje ele é uma referência não só na América Latina, mas no mundo.
Ao mesmo tempo, vinculamos a esse Centro de Excelência a abertura de um curso de inteligência artificial na Faculdade Federal de Goiânia, o primeiro do Brasil. Implantamos a IA no combate ao crime. Implantamos, agora, novas plataformas nas nossas secretarias de Meio Ambiente. Também avançamos na nossa área de saúde.
Dizer a você que, dentro da área do SUS, eu aplicarei, sim, principalmente nos serviços de regulação de consultas, exames e cirurgias eletivas, além de plataformas para auxiliar toda a parte de controle de contas que são apresentadas ao Ministério da Saúde.
Ouvinte Everaldo pergunta: Somos reféns do tarifaço. Isso não pode acontecer com um país como o nosso, tão grande e capaz de ser autossustentável. Mas sabemos que o comércio internacional é imprescindível. Qual é o seu plano de governo para incentivar a produção e o consumo internos, diminuindo a dependência do comércio internacional?
Você sabe o potencial que o Brasil tem, a extensão territorial, a capacidade nossa de produção. Nós sabemos que nós só temos 215 milhões de pessoas em um mundo que tem mais de 8 bilhões de pessoas. Então, o Brasil não pode olhar apenas para dentro.
O Brasil é um país que tem que olhar para o seu potencial e a sua capacidade de atender uma demanda que seja da fome, que hoje atinge mais de 3 bilhões de pessoas no mundo. Essa é uma visão que nós temos que ter. E nós temos capacidade de produzir para isso.
Nós temos que entender que possuímos, hoje, riquezas minerais que nenhum outro país do mundo tem. Nós temos os minerais críticos. Nós temos terras raras pesadas.
Nós temos aí um volume de água doce que nenhum outro país do mundo tem. Enfim, nós precisamos saber usar a nossa inteligência, a nossa capacidade produtiva, avançar nas tecnologias mais modernas, na área da inteligência artificial, como também na pesquisa, e ganhar mercado mundial pela nossa capacidade de apresentar produtos com a melhor qualidade e competir em condições de superioridade, porque Deus nos deu algo que não existe em nenhum outro país do mundo.
Por isso, nós vamos avançar no mercado internacional, ganhar mercado, melhorar a vida do brasileiro, trazer renda para o Brasil e, cada vez mais, levar renda para o bolso de cada família.
Ouvinte Leonardo pergunta: Boa parte da sua campanha é pautada na segurança pública, mas um ponto muito importante é a educação. Quais são os pontos que precisam de mais atenção e alteração, caso seja eleito?
É importante que eu possa lhe dizer, neste momento, que uma não é mais importante do que a outra. A segurança pública, ao ser implantada, alicerça a educação. Vou lhe dizer rapidamente.
Quando eu recebi o Estado, eu tinha 1.073 jovens respondendo por crimes na área de drogas e, também, com isso, estavam no sistema socioeducativo. Eu entreguei o Estado com 198, ou seja, menos 80%.
O que eu quero dizer é que, quando você controla a segurança e dá liberdade para as pessoas viverem em paz, fora da violência das facções, as famílias passam a ter liberdade, os jovens passam a ter amor pelo colégio e, a partir daí, fazer como fizemos no Estado de Goiás, que, desde que fui governador, disputa entre o primeiro e o segundo lugar na alfabetização na idade certa, como também no Enem.
Goiás hoje é reconhecido entre os dez colégios melhores do Brasil. Sete estão no nosso Estado. Então, essa dedicação eu manterei viva no cenário nacional para poder dar essa importância e essa relevância, como dei como governador do Estado.
Ouvinte Dino pergunta: Se o senhor for eleito presidente do Brasil, quais medidas vai adotar para eliminar as facções criminosas dentro do Brasil?
Você pode ter certeza que eu, em primeiro lugar, vou encaminhar ao Congresso Nacional um projeto de lei para reconhecer e qualificar todas as facções como terroristas.
Segundo lugar, eu farei, rapidamente, a instalação de mais 40 presídios de segurança máxima no país, para que tenhamos isolamento completo dessas facções, para que não tenham visitas íntimas nem audiências sigilosas com advogados.
A partir daí, vou qualificar cada vez mais o apoio aos governadores e governadoras no Brasil, com todo tipo de informação que terei junto com o Ministério da Segurança Pública, que também estará instalado com o que tem de mais moderno em satélites, drones e informações, com a inteligência artificial aglutinando todas as informações do Conselho, do CVM, da nossa inteligência, da Polícia Federal, da Receita Federal e do COAF.
Com todos esses dados, nós saberemos rapidamente conter o processo, ocupar as regiões que estão hoje dominadas pelo narcotráfico e, cada vez mais, ir, passo a passo, devolvendo esse terreno ao povo brasileiro.
Ouvinte Lorenzo pergunta: Como você pretende agir em relação aos Estados Unidos e às exigências do Trump sobre o nosso país?
Você sabe que, neste momento, nós estamos sofrendo retaliações tanto do tarifaço dos Estados Unidos como também da China, neste momento, com bloqueio das nossas exportações, principalmente da área da pecuária. E também a União Europeia nos impondo, agora, um controle sanitário e bloqueando as nossas exportações desde o dia 3 de setembro.
Mas vamos lá ao caso específico dos Estados Unidos. É dizer a você que vou agir como um presidente da República, sabendo da liturgia do cargo, sabendo como um presidente deve exercer a sua função.
É importante que um presidente entenda que não é a pessoa física; ele é o representante de 215 milhões de brasileiros. E, para isso, vou fazer tudo aquilo que deve ser feito: resgatar o Itamaraty do Brasil, levar com que os nossos embaixadores possam nos representar nas mesas de negociações.
E aí, sim, eu saberei sentar com altivez, com dignidade e com independência moral com cada presidente e também com o presidente dos Estados Unidos para dizer a ele: o Brasil é um grande parceiro. O Brasil é o único país que, pela sua condição continental e climática, é capaz de produzir três safras por ano e garantir alimentação, não só a segurança alimentar do Brasil, mas de bilhões de pessoas fora daqui.
É o único Estado que tem os minerais críticos com abundância e também terras raras pesadas. Somos os únicos, em volume, capazes de suprir as nossas necessidades e as de outros países aliados também.
Como tal, eu saberei mostrar a eles que não é por aí que se deve fazer uma convivência harmônica de mercado.
Saberei responder à altura que o povo brasileiro espera neste momento. Não é brigar, é trazer resultado para que a economia brasileira cresça, exporte cada vez mais e a renda do brasileiro cresça.
Acompanhe a Sabatina do Ouvinte:



