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PMs que mataram jovem com 27 tiros após confundir celular com arma são afastados das ruas

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outubro 12, 2026
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PMs que mataram jovem com 27 tiros após confundir celular com arma são afastados das ruas


Os quatro policiais militares que mataram um jovem, de 20 anos, com 27 tiros após confundirem o celular da vítima com uma arma de fogo, foram afastados das ruas, segundo a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo.

Gustavo Munis de Santana foi atingido durante uma abordagem policial, na madrugada de sábado (10), em Moema, Zona Sul da capital paulista.

A PM foi acionada para atender uma ocorrência que envolvia um homem transtornado e ameaçando atirar contra si mesmo. Quando chegaram ao local, viram Gustavo correndo por uma passarela e seguindo em direção à Alameda. Os policiais foram atrás dele.

Segundo o relato dos agentes, o jovem saiu de uma área escura e estendeu os braços na direção deles, apontando um objeto escuro. Foi neste momento os policiais atiraram por 45 vezes.

Familiares contaram aos investigadores que Gustavo lutava contra a dependência química e tomava antidepressivos desde o ano passado.

Abalada, a família do jovem não concedeu entrevistas. À TV Globo, Eguinaldo Ferreira, vizinho da mãe de Gustavo, afirmou que conhecia o rapaz desde a infância e que o jovem era prestativo:

“É um moleque bom, um moleque gente boa. Sempre eu precisava dele arrumar a bicicleta da minha filha. Ele sempre me ligava e dizia que eu estava tão bem. Aí falou, agora eu estou na casa da minha mãe. Eu falei, parabéns Gustavo, graças a Deus você está na casa da sua mãe agora. Mas é um menino bom, ele cuidava de cachorro, depois ele trabalhava no hospital.”

A SSP também informou que foi aberto um Inquérito Policial Militar para apurar a conduta dos policiais e uma investigação para a apurar as circunstâncias da morte.

As armas dos policiais e o celular de Gustavo foram apreendidos para perícia. As imagens das câmeras corporais que registraram a ação também vão passar por análise.

Em nota, a Secretaria de Segurança Pública afirmou que não tolera desvios de conduta dos seus agentes e que, caso sejam constatadas irregularidades, os policiais vão ser punidos.



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