Alckmin descarta possibilidade de interferência do governo Trump nas eleições brasileiras

O vice-presidente Geraldo Alckmin descartou neste sábado a possibilidade de interferência do governo dos Estados Unidos nas Eleições brasileiras.
Nesta semana, de acordo com a imprensa norte-americana, os Estados Unidos enviaram centenas de militares e drones para a América Latina. A movimentação estaria acontecendo em meio à tentativa do governo de Donald Trump de combater o narcotráfico e ampliar a influência americana na região.
Em outubro, o presidente nacional do PT, Edinho Silva, chegou a acusar tentativas de interferência de outros países na disputa presidencial brasileira e criticou a suspensão temporária dos serviços consulares na embaixada e nos consulados dos Estados Unidos e Austrália no Brasil. Para Edinho, a ação do presidente americano Donald Trump é uma tentativa de “disputar” a opinião pública brasileira.
Recentemente, a campanha de Lula acionou Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra a Meta, empresa americana responsável pelo Instagram e Facebook, e pediu que a Corte investigue o alcance de publicações de aliados do adversário Flávio Bolsonaro, do PL, na disputa presidencial.
Na ação, a campanha acusa a companhia de restringir o alcance de publicações ligadas ao candidato governista e seus apoiadores, enquanto conteúdos associados à candidatura de Flávio Bolsonaro teriam recebido distribuição ampliada.
As declarações de Alckmin foram dadas em São Paulo, antes de o vice-presidente e outros aliados de Lula se reunirem com nomes da política e do mercado financeiro descritos como “críticos a Lula e ao PT” para buscarem o apoio deles na disputa.
A estratégia faz parte da mobilização de aliados do presidente para angariar votos de indecisos, a cerca de uma semana do segundo turno das eleições presidenciais.



