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Alckmin ironiza escolha de Dallagnol para analisar sigilos de Lula: “inelegível”

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outubro 23, 2026
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Alckmin ironiza escolha de Dallagnol para analisar sigilos de Lula: “inelegível”


O vice-presidente Geraldo Alckmin voltou a afirmar que Flávio Bolsonaro está dando uma desculpa ao fazer uma série de exigências para a quebra de sigilos bancário, fiscal e eletrônico dele, da família e empresas envolvidas com o senador.

O desafio do sigilo foi colocado por Lula, candidato à reeleição pelo PT, durante debate da Band no último domingo.

Alckmin pontuou que quem faz 19 exigências não quer abrir sigilo, e voltou a dizer que, se for necessário vai autorizar a divulgação dos próprios sigilos.

Durante uma conversa com jornalistas na Casa de Portugal, no Centro de São Paulo, Alckmin comentou a escolha da campanha de Flávio para que o ex-procurador da Lava Jato Deltan Dallagnol analise os documentos em caso de quebra de sigilo dos dados de Lula e familiares.

Alckmin ironizou essa escolha e citou a situação judicial do senador eleito, cuja validade da candidatura ainda precisa ser analisada pelo Tribunal Superior Eleitoral:

“É direito deles escolherem quem quiserem. A rigor é uma pessoa até inelegível. Foi candidato e a Justiça não permitiu a candidatura. Mas quem deve esclarecer é a chapa adversária. E nós estamos numa curva de subida importante. A gente sente isso nas ruas e nas redes sociais. Um crescimento importante da população.”

Deltan Dallagnol foi eleito ao Senado pelo Paraná, mas aguarda o julgamento do registro de candidatura para assumir o cargo.

O vice-presidente ainda falou da agenda intensa pelo Brasil para tentar virar votos para Lula.

Antes do evento na capital, Alckmin esteve pela manhã em São Carlos, no interior de São Paulo.

De São Paulo, ele embarcou para Porto Alegre. Nesta sexta-feira, também vai ao Rio de Janeiro, participar de um ato ao lado de Eduardo Paes e depois acompanhar o debate entre Lula e Flávio que será realizado pela Globo.

Sobre esse novo embate, Alckmin disse que espera que Flávio seja menos “desrespeitoso” com Lula desta vez, e reclamou que o adversário ficou atrás do presidente incomodando, fazendo gestos, e que além de não responder às questões levantadas pelo petista, ainda “mentiu muito”.



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