Lançamento do iPod completa 25 anos; relembre os sucessos que tocavam no fone de ouvido no Brasil e no mundo

Era 23 de outubro de 2001, cerca de oito meses após o lançamento do iTunes em computadores Mac, quando a Apple lançou o iPod, um aparelho que prometia revolucionar o mercado de música, ainda acostumados com aparelhos.
Os dispositivos mp3 ainda estavam engatinhando e o mercado musical vivia um momento tenso, com uma disseminação da pirataria, que gerou uma grande batalha judicial.
O caso mais famoso era do Napster, um programa de compartilhamento de música em mp3 criado em 1999 por Shawn Fanning e Sean Parker. Ele permitia a descentralização do mercado musical, algo que gerou uma reação, com processos da banda Metallica e do rapper Dr. Dre.
O caso acabou gerando um efeito contrário e um maior interesse pela pirataria e disseminação da música de forma gratuita.
Em meio a esse furor, a Apple tentava olhar para o mercado por outros olhos. Apesar de não ser um aparelho só musical, mas que também permitia acesso a fotos, vídeos, contatos, e-mail, calendários e mais, eles viraram uma grande febre no mercado da tecnologia.
Não a toa, até 2022, ano em que foi descontinuada, a linha vendeu 450 milhões de unidade.
No lançamento, seu preço foi de US$ 399, com armazenamento de 5 GB (algo em torno de mil músicas) e até 10 horas de duração da bateria.
Reprodutores iPod. — Foto: Reprodução/Wikimedia Commons
A descentralização do mercado de áudio abriu espaço para formas mais fáceis de acesso e publicação desse conteúdo, em um momento que as rádios dominavam ainda completamente o mercado musical e de áudio.
Dessa forma, foi criado, em 2004, um iPodder, software que automatizava o download de arquivos de áudio via feed para aparelhos como o iPod.
Naquele ano, foi criado um programa de música desenvolvido pelo programador Dave Winer e pelo ex-apresentador da MTV Adam Curry.
Naquele mesmo ano, brincando com os nomes iPod, do aparelho, e broadcast, de transmissão, o jornalista britânico Ben Hammersley em um artigo no The Guardian cunhou o termo podcast, que viria a se disseminar no Brasil e no mundo poucos anos depois.
O primeiro podcast publicado pela rádio CBN foi logo no ano seguinte, em 3 de abril de 2005. Era o ‘Mundo Sustentável’, com os comentários do jornalista André Trigueiro
Desde então, foram centenas de podcasts, com mais de 530 milhões de plays ao longo dos mais de 20 anos.
A CBN publica cerca de 80 podcasts por mês, em temas como política, economia, saúde, bem-estar, noticiário internacional e muito mais. São cerca de 6 milhões de plays mensais. Para aumentar a potência desse mercado, a rádio inaugurou neste mês um estúdio exclusivo para podcasts em sua nova sede de São Paulo, com o objetivo de aumentar a oferta e reforçar a grade de produtos digitais.
Quais as músicas faziam mais sucesso na época?
Naquele ano, a música ‘Fallin”, da cantora Alicia Keys, dominava as paradas da Billboard. Entre outros destaques daquele mês de outubro de 2001 estão ‘I’m Real’, de Jennifer Lopez com Ja Rule; ‘Family Affair’, de Mary J. Blige; ‘Can’t Get You Out Of My Head’, de Kylie Minogue, entre outras.
Ao longo do ano de 2001, o top 10 da Billboard dos Estados Unidos ficou o seguinte:
- Hanging by a Moment – Lifehouse
- Fallin’ – Alicia Keys
- All for You – Janet Jackson
- Drops of Jupiter (Tell Me) – Train
- I’m Real – Jennifer Lopez e Ja Rule
- If You’re Gone – Matchbox Twenty
- Let Me Blow Ya Mind – Eve e Gwen Stefani
- Thank You – Dido
- Again – Lenny Kravitz
- Independent Women Part I – Destiny’s Child
Já no Reino Unido, os charts ficaram:
- It Wasn’t Me – Shaggy e Rikrok
- Pure and Simple – Hear’Say
- Can’t Get You Out of My Head – Kylie Minogue
- Whole Again – Atomic Kitten
- Hey Baby (Uhh, Ahh) – DJ Ötzi
- Uptown Girl – Westlife
- Don’t Stop Movin’ – S Club 7
- Angel – Shaggy e Rayvon
- Teenage Dirtbag – Wheatus
- Because I Got High – Afroman
Já no Brasil, entre alguns dos grandes sucessos daquele ano nas rádios estão ‘Quem de Nós Dois’, de Ana Carolina; ‘Malandragem’, de Cássia Eller; ‘Acima do Sol’, Skank; ‘Amor I Love You’, de Marisa Monte, entre outras.
Pela dificuldade de geração de rankings nas rádios brasileiras, não há especificamente um ranking, como da Billboard, para determinar as músicas mais tocadas e ouvidas na época.



