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Polícia investiga morte de pelo menos seis bebês em hospital da Zona Leste de SP

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outubro 23, 2026
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Polícia investiga morte de pelo menos seis bebês em hospital da Zona Leste de SP


A Polícia Civil de São Paulo abriu um inquérito para investigar a morte de pelo menos seis bebês no Hospital Salvalus, que pertence à rede Hapvida, do grupo NotreDame Intermédica.

Os casos estão sob investigação do 8º Distrito Policial, do Brás.

As mortes ocorreram ao longo do ano, mas foram informadas somente nessa semana.

As crianças, com idades entre zero e três anos, teriam contraído infecções hospitalares e morrido em decorrência de sepse, anteriormente conhecida como infecção generalizada, e outras complicações, segundo apuração da TV Globo.

Mas o número de mortes de bebês no hospital particular localizado na Mooca, Zona Leste de São Paulo, pode ser maior, segundo a assistente jurídica Eduarda Fragnan Gomes, que representa três mães. Ela afirmou ao portal G1 que há pelo menos 19 casos de famílias que perderam os filhos em cirurgias realizadas no Hospital Salvalus nos últimos seis meses.

A CBN conversou com pacientes e acompanhantes do hospital, que relataram problemas na estrutura e no atendimento da unidade. É o caso de Vera Lúcia Corrêa, de 73 anos, que acompanha o filho, de 59, em tratamento contra uma trombose.

Ela critica a assistência prestada ao paciente, que, segundo ela, recebeu alta, mas precisou voltar ao hospital e continua sem conseguir andar:

“Eles falam que não tem cirurgia e fica nesse vai e volta. No SUS é difícil, mas acho que é mais bem atendido do que aqui”, disse.

A Secretaria da Segurança Pública afirmou que a Polícia Civil está colhendo os depoimentos de profissionais de saúde do hospital, testemunhas e analisando os prontuários médicos.

MP investiga denúncias de pacientes sobre o hospital desde 2021

No ano passado, a CBN mostrou que o Ministério Público de São Paulo investigava, desde 2021, denúncias de pacientes sobre a qualidade dos serviços prestados pelo hospital.

O Hospital Salvalus afirmou que, até o momento, “a instituição não recebeu notificação formal sobre os procedimentos mencionados e permanece à disposição das autoridades competentes para prestar os esclarecimentos necessários, preservando o sigilo médico e a privacidade dos pacientes”.

A unidade também declarou que “a instituição trata os relatos com máxima seriedade e ressalta que situações clínicas distintas não podem ser atribuídas a uma mesma causa sem comprovação técnica”.



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