Macron lamenta morte de Brigitte Bardot: 'personificava a liberdade'

“Seus filmes, sua voz, sua fama deslumbrante, suas iniciais, suas tristezas, sua generosa paixão pelos animais, seu rosto que se tornou Marianne — Brigitte Bardot personificava uma vida de liberdade. Uma existência francesa, um brilho universal. Ela nos tocou. Lamentamos a perda de uma lenda do século”, escreveu.
A líder da direita francesa, Marine Le Pen, também se manifestou e chamou a morte de Bardot de “perda profunda” para o país. Segundo ela, a atriz foi “excepcional, notável por seu talento, coragem e franqueza”, e dedicou a vida à defesa dos animais após deixar o cinema.
O ator Pierre Arditi, amigo de Bardot, afirmou que ela era “a mulher mais bonita do mundo” e disse que “as pessoas que amamos nunca morrem”. Ele relembrou a primeira vez em que a viu em estúdio: “Tudo parou por trinta segundos”, disse ao Le Monde.
Nascida em Paris, em 28 de setembro de 1934, Bardot se tornou um dos grandes nomes do cinema europeu ainda jovem. O papel em E Deus Criou a Mulher (1956), dirigido por Roger Vadim, transformou-a em símbolo de sensualidade e liberdade e influenciou a cultura pop dos anos 1960.
Ao longo da carreira, participou de cerca de 50 filmes e também atuou como cantora e modelo. Entre suas atuações mais notáveis estão A Verdade (1960), O Desprezo (1963), O Repouso do Guerreiro (1964), Viva Maria! (1965) e As Petroleiras (1971).
Na música, fez sucesso a partir de 1967, com parcerias com Serge Gainsbourg, como Harley Davidson e Bonnie and Clyde. Em 1973, decidiu se afastar das telas para dedicar-se integralmente à defesa dos animais. Desde então, a fundação que leva seu nome tornou-se referência internacional no combate à crueldade e exploração animal.








