janeiro 1, 2026

Bombeiros resgatam 631 pessoas na zona sul do Rio de Janeiro no réveillon


O Corpo de Bombeiros registrou 631 casos de afogamento entre a noite de ontem e as 6h desta manhã, no trecho entre o Leme e São Conrado, na Zona Sul do Rio. O número chama atenção pela disparidade em relação ao mesmo período do ano passado, quando foram contabilizados 29 ocorrências. Mesmo com o fim do alerta de ressaca emitido pela Marinha, os bombeiros destacam que o mar continua agitado e representa alto risco para banhistas.

Todos os resgates contabiilizados foram feitos pelo 3º Grupamento Marítimo, sitiado em Copacabana. Os militares também atuam no Leme, lado e tem destacamentos espalhados por Ipanema, Leblon e outras praias da Zona Sul que necessitem de reforços.

De acordo com o tenente-coronel Fábio Contreiras, porta-voz do Corpo de Bombeiros, a população não seguiu as orientações de segurança nas praias, o que contribuiu para o aumento das ocorrências. Ele explica que, nos próximos dias, o mar deve continuar registrando condições perigosas por causa das chamadas “valas”, formadas após a ressaca. Essas correntes de retorno dão a falsa impressão de tranquilidade, mas podem arrastar banhistas para áreas profundas.

“A gente vai ter ainda um ou dois dias até que o mar realmente abaixe o nível de ondas e mesmo assim nessas condições pós-ressaca, nós temos a criação de valas, que são as correntes de retorno. Então o mar vai estar aparentemente mais calmo, mas ainda com muita energia, então vai dar aquela falsa sensação de segurança em que as pessoas vão achar que o mar está calmo, vão entrar e vão ser levadas para o fundo.”

Adolescente desaparecido no mar

As equipes seguem atuando dentro da Operação Réveillon, agora integrada à Operação Verão. As buscas pelo adolescente de 14 anos desaparecido no mar continuam, com apoio de mergulhadores, helicópteros e ampliação do raio de varredura na região.

Na área de segurança pública, três prisões foram realizadas, sem registro de grandes ocorrências. Segundo a Polícia Militar, não houve relatos de arrastões, resultado atribuído principalmente ao uso de tecnologia, como drones e câmeras com reconhecimento facial, que auxiliaram no monitoramento das áreas de maior movimento.



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