janeiro 21, 2026

Investigação indica que médico agiu sozinho ao matar dois colegas em Alphaville (SP)


Luís Roberto Pellegrini Gomes, de 43 anos, e Vinicius dos Santos Oliveira, de 35 anos, foram executados após uma briga que tiveram com Carlos Alberto na última sexta-feira (16).

A investigação tenta descobrir mais informações principalmente sobre a arma do crime. À CBN, o delegado do caso, Andreas Schiffmann, disse que ainda apura a suspeita de que uma pessoa teria entregue a bolsa, que pertence ao médico, com a arma, mas ela talvez não soubesse o que tinha dentro. Por isso, a polícia precisa ouvi-la.

Essa pessoa deve se apresentar ainda nesta semana para prestar esclarecimentos. “Isso é um ponto ainda a ser melhor esclarecido: se essa pessoa que entregou tinha alguma intenção de ajudá-lo a praticar esse crime. Isso ainda vai ser esclarecido com oitivas de outras testemunhas, de outras pessoas que estavam lá, eventualmente de mais imagens que a gente pode conseguir”, explicou.

Em depoimento à polícia, entretanto, o autor dos disparos, Carlos Alberto, disse que tem registro de Colecionador, Atirador e Caçador (CAC), mas não tinha porte de arma – o que reforça a tese de que ele teria agido sozinho. A polícia já solicitou essa documentação ao Exército para corroborar o depoimento dele.

Sendo CAC, Carlos Alberto só poderia estar transportando a arma em condições específicas. Já é certo que uma delas – a de que a arma não pode ser transportada se estiver municiada – já foi desrespeitada.

Imagens obtidas pela polícia durante as investigações revelaram novas testemunhas no local, que agora estão sendo chamadas pra prestar depoimentos.

Qual foi a motivação do crime?

Outro ponto a ser esclarecido é a motivação do crime. Uma das principais hipóteses é uma disputa por contratos de licitação na área da saúde, segundo informou o delegado Andreas Schiffmann.

Carlos Alberto e Luís Roberto eram donos de empresas do setor de gestão hospitalar e vinham se desentendendo havia algum tempo por causa de contratos. Parentes relataram que a relação entre eles era marcada por rixas e ameaças. Já Vinicius era funcionário de Luís Roberto.

Segundo o delegado, essa divergência é antiga, mas falta esclarecer pontos como quais são esses contratos e qual era o problema entre as empresas concorrentes.

Carlos Alberto está preso preventivamente enquanto as investigações seguem. Ele deve responder por homicídio duplamente qualificado, por motivo torpe e sem dar possibilidade de defesa das vítimas.



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