janeiro 26, 2026

Trump considera invocar lei para mobilizar forças armadas em Minneapolis após duas mortes, diz TV


O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, está considerando invocar a Lei da Insurreição na cidade de Minneapolis após a morte de duas pessoas por agentes de imigração. Com a lei, ele poderia levar as forças armadas até o local e federalizar os agentes da Guarda Nacional do estado de Minnesota.

As informações são da NBC News com base em relatos de alto funcionário na Casa Branca. O assunto está em pauta em reuniões nesta segunda-feira (26). Essa autoridade afirmou que Trump planejava continuar a ‘exigir’ cooperação entre as forças policiais locais e federais ‘ainda mais do que já vinha pedindo’ nos últimos dias.

O presidente acredita que’a única razão para esse caos e essas situações trágicas estarem acontecendo é porque os moradores locais se recusaram a cooperar com o governo federal e estão incentivando a resistência, criando circunstâncias extremamente difíceis para a atuação das forças da lei’, acrescentou.

Sancionada em 1807, a lei pode ser invocada quando houver ‘obstruções, combinações ou reuniões ilegais ou rebelião’ contra a autoridade do governo dos EUA, afirma o estatuto. Trump já havia ameaçado invocar a lei em 2025 em diversos protestos na Califórnia, por exemplo, contra os agentes de imigração e a guarda nacional.

Pais negam que enfermeiro morto por agentes de imigração em Minneapolis estivesse armado

Os pais do enfermeiro morto por agentes de imigração em Minneapolis, nos Estados Unidos, negaram que o filho estivesse armado no momento em que foi atingido. Em nota divulgada à imprensa, eles classificaram a versão de autoridades federais como “mentiras repugnantes”.

Os dois ainda disseram que Alex Pretti segurava um telefone na mão direita e a esquerda estava vazia, levantada acima da cabeça, enquanto tentava proteger a mulher que também era agredida pelos agentes.

O enfermeiro foi morto a tiros durante uma operação do Serviço de Imigração e Alfândega contra um imigrante ilegal procurado por agressão violenta.

Vídeos gravados por testemunhas mostram ao menos sete agentes imobilizando o homem. Com a vítima rendida, um deles atira várias vezes à queima-roupa.

O Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos afirmou que os agentes agiram em legítima defesa, dizendo que o homem se aproximou armado. O órgão divulgou a foto de uma pistola calibre nove milímetros, endereçada a Pretti.

Nas redes sociais, o presidente Donald Trump também usou a imagem para defender a operação. Ele ainda pediu que os agentes sejam deixados em paz para trabalhar e acusou o governador e o prefeito de incitarem uma insurreição.

Este é o segundo caso de um americano morto por agentes federais em Minneapolis em pouco mais de duas semanas. No dia 7 de janeiro, Renee Nicole Good, mãe de três filhos, também foi baleada e morta pelo Serviço de Imigração e Alfândega.



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