Caso Orelha: polícia descarta ‘desafios’ na internet como motivação do crime

A Polícia Civil de Santa Catarina informou que não encontrou indícios de que a agressão que levou à morte do cão comunitário Orelha, em Florianópolis, tenha ligação com grupos criminosos que estimulam “desafios” na internet para adolescentes praticarem atos de violência.
A informação foi divulgada neste fim de semana, em meio a uma série de manifestações em diversas cidades do país pedindo justiça, transparência e rapidez nas investigações do caso.
Outra novidade é que um dos quatro adolescentes inicialmente apontados como suspeitos deixou de ser investigado. Segundo a Polícia Civil, após apuração e apresentação de informações pela família, o jovem foi retirado da lista de suspeitos. Com isso, três adolescentes seguem sob investigação para esclarecer o que ocorreu com o animal.
A polícia também apurava, paralelamente, um episódio envolvendo uma suposta tentativa de afogamento de outro cachorro na região da Praia Brava, em Florianópolis, registrada em imagens. Neste caso, a investigação apontou que não se tratava das mesmas pessoas envolvidas na agressão contra Orelha.
Os adolescentes já foram ouvidos e tiveram aparelhos celulares apreendidos, e a expectativa é de que novas informações sejam divulgadas nos próximos dias.
Atos pelo país pedem punição
Em Florianópolis, manifestantes se reuniram na manhã deste domingo (1º) na Avenida Beira-Mar Norte. O protesto terminou por volta de 11h30 e reuniu pessoas que cobraram punições mais duras para crimes de maus-tratos, além de pedidos de federalização da investigação.
Protestos por morte do cão Orelha em Florianópolis — Foto: Beatriz Fávere/Arquivo pessoal
Em São Paulo, o ato ocorre na Avenida Paulista, em frente ao MASP, organizado pela entidade Cadeia Para Maus-Tratos, com apoio de outras organizações e participação de pessoas independentes. Manifestantes levaram cartazes e também compareceram com animais.
A manifestante Jacima Langole afirmou que o protesto é uma forma de pressionar por punição aos envolvidos. “Tem que acabar com esses maus-tratos”, disse. Já Francisco Tancredi cobrou políticas públicas nacionais: “Enquanto não tiver políticas públicas robustas para a causa animal, os maus-tratos vão continuar”.
Protestos por morte do cão Orelha em São Paulo — Foto: Edi Sousa/Ato Press/Agência O Globo
Também houve mobilizações em outras capitais: em Brasília, um ato foi realizado no sábado (31); no Rio de Janeiro, caminhadas foram marcadas para o Aterro do Flamengo e Copacabana; em Belo Horizonte, a manifestação ocorreu na Feira Hippie.







