fevereiro 3, 2026

Palmeiras rescinde contrato com a Fictor após pedido de recuperação judicial


Em nota, o clube afirmou que a rescisão ocorre por “inadimplemento contratual” e pelo pedido de recuperação judicial, conforme previsto no acordo firmado entre as partes em março de 2025.

A parceria foi iniciada em março de 2025, com contrato de três anos, renovável por mais um. O acordo previa repasse de R$ 30 milhões por temporada, sendo R$ 25 milhões fixos e R$ 5 milhões em metas.

A reportagem do ge.com apurou que a dívida citada pela Fictor no pedido de recuperação judicial envolve o pagamento da parcela mais recente do patrocínio e bonificações por resultados esportivos, que deveriam ter sido quitadas em janeiro, o que não ocorreu.

A marca da Fictor aparecia nas costas do uniforme masculino e feminino do Palmeiras e era patrocinadora máster das categorias de base.

A Fictor, por sua vez, afirma que a discussão de valores deve ocorrer no andamento do processo, já que o Palmeiras passa a figurar como credor.

O grupo também alegou que sua reputação foi afetada por especulações relacionadas ao caso do Banco Master, o que teria impactado a liquidez da Fictor Invest e da Fictor Holding. Ainda assim, informou que a recuperação judicial busca equilibrar as operações e garantir o pagamento de compromissos financeiros, estimados em cerca de R$ 4 bilhões.

Pedido de recuperação judicial

Empresas do Grupo Fictor tiveram queda expressiva na bolsa brasileira nesta segunda-feira, após o pedido de recuperação judicial protocolado na Justiça de São Paulo no domingo (31). Uma delas, a Fictor Alimentos, teve quase 40% de queda nas ações, com papéis sendo negociados a cerca de R$ 0,70.

O conglomerado está relacionado à crise do Banco Master, liquidado pelo Banco Central em novembro do ano passado. Naquela época, um consórcio com um dos sócios da Fictor fez uma proposta para comprar o banco, operação que acabou sendo cancelada pelo BC. Em setembro, o Banco Central já havia negado a autorização para o Banco de Brasília (BRB) adquirir o Master.

Em comunicado, o Grupo Fictor informou que a reputação da instituição foi atingida por especulações, que geraram um grande volume de notícias negativas, atingindo duramente a liquidez da Fictor Invest e da Fictor Holding.

No domingo, o grupo protocolou o pedido de recuperação judicial no Tribunal de Justiça de São Paulo justamente para as empresas Fictor Holding e Fictor Invest, que concentram as operações financeiras do conglomerado com mais de dez empresas.

Ainda segundo o grupo, o pedido é para “equilibrar a operação e assegurar o pagamento de compromissos financeiros”, que somam cerca de R$ 4 bilhões. A holding acrescentou que a intenção é quitar as dívidas. Para isso, pediu à Justiça um prazo de 180 dias para suspender cobranças e bloqueios.

Fundada em 2007, a Fictor teve origem no setor de tecnologia e, a partir de 2013, começou a diversificar os negócios, passando a atuar em segmentos como o de alimentos, energia, infraestrutura, mercado imobiliário e financeiro.

A frente do grupo está o CEO da holding, Rafael Góis, bacharel em Administração de empresas que ingressou cedo no mercado financeiro. Com mais de 25 anos de carreira, as experiências profissionais dele têm se concentrado na Fictor.



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