fevereiro 13, 2026

Após menções em celular de Vorcaro, Toffoli deixa relatoria do caso Master no STF


No centro da crise do Banco Master, o ministro Dias Toffoli vai deixar a relatoria da investigação no Supremo Tribunal Federal (STF). Após cerca de 3h de reunião, os demais ministros convenceram que o magistrado deveria deixar o caso após a revelação de menções a Toffoli no celular do banqueiro Daniel Vorcaro. A perícia foi feita pela Polícia Federal e encaminhada ao ministro Edson Fachin, presidente da Corte, no começo da semana. Um novo relator deve ser escolhido ainda nesta quinta-feira.

Em nota, os ministros prestaram apoio a Toffoli, e disseram não ser caso de cabimento para a arguição de suspeição. O texto ainda afirma que “reconhecem, assim, a plena validade dos atos praticados pelo Ministro Dias Toffoli na relatoria da Reclamação n. 88.121 e de todos os processos a ela vinculados por dependência”. Os dez ministros assinaram a nota.

Com a solução, o Supremo permanece coeso e afasta as tentativas de impeachment no Congresso. Além disso, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, deverá arquivar novos pedidos de suspeição do ministro.

Os dez Ministros do Supremo Tribunal Federal, reunidos em 12 de fevereiro de 2026, considerando o contido no processo de número 244 AS, declaram não ser caso de cabimento para a arguição de suspeição, em virtude do disposto no art. 107 do Código de Processo Penal e no art. 280 do Regimento Interno do STF.

Reconhecem, assim, a plena validade dos atos praticados pelo Ministro Dias Toffoli na relatoria da Reclamação n. 88.121 e de todos os processos a ela vinculados por dependência.

Expressam, neste ato, apoio pessoal ao Exmo. Min. Dias Toffoli, respeitando a dignidade de Sua Excelência, bem como a inexistência de suspeição ou de impedimento. Anote-se que Sua Excelência atendeu a todos os pedidos formulados pela PF e PGR.

Registram, ainda, que a pedido do Ministro Dias Toffoli, levando em conta a sua faculdade de submeter à Presidência do Tribunal questões para o bom andamento dos processos (RISTF, art. 21, III) e considerados os altos interesses institucionais, a Presidência do Supremo Tribunal Federal, ouvidos todos os Ministros, acolhe comunicação de Sua Excelência quanto ao envio dos feitos respectivos sob a sua Relatoria para que a Presidência promova a livre redistribuição.

A Presidência adotará as providências processuais necessárias, para a extinção da AS e para remessa dos autos ao novo Relator.

Luiz Edson Fachin, Presidente

Alexandre de Moraes, Vice-Presidente



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