MP pede que TCU investigue a presença de autoridades em festas de Vorcaro

O Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União pediu a Corte que abra uma investigação para apurar a participação de autoridades em festas realizadas pelo banqueiro Daniel Vorcaro, em Trancoso, Bahia.
O órgão pede que o TCU faça a identificação das autoridades públicas que estiveram nesses eventos e verifique se algum órgão financiou a viagem para essas festas. Conforme o subprocurador-geral Lucas Furtado, notícias veiculadas na imprensa indicam que as festas tinham controle rígido de acesso, com proibição do uso de celulares e instalação de detectores de metais. Ao mesmo tempo, o ex-banqueiro mantinha um sistema interno de câmeras, sob a justificativa de segurança pessoal.
Entre as provas dessas festas, estão mensagens vazadas de proprietária da casa dando conta de reclamações sobre a presença de dezenas de prostitutas e de número de convidados muito acima do combinado na locação do imóvel.
Furtado cita uma reportagem da revista Liberta, que ouviu um dos operadores do Fundo Reag – esta fonte, segundo a matéria – afirmou haver pessoas públicas em vídeos gravados na residência.
Na peça, o subprocurador afirma que “á indícios de que as imagens captadas nessas festas podem envolver figuras de alta relevância do Poder Judiciário, descritas como “pica das galáxias” por um dos executivos da Reag DTVM, empresa que administrava fundos e que foi liquidada pelo Banco Central”.







